Na residência da família do erechinense Claudemir Passaglia, mais conhecido como S. Patito, água parada não tem vez. Isso porque ele, a esposa e a sogra, têm o hábito de monitorar o terreno e, assim, evitam os espaços que poderiam se tornar criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como a dengue, zika e chikungunya.
Onde há plantas, há também, a presença de areia e, ainda, as tampinhas ficam viradas para baixo, evitando o acúmulo de água.
O cuidado e a responsabilidade são permanentes, o que faz a diferença e se torna um exemplo a ser seguido. “Nos preocupamos muito, pois precisamos cuidar da nossa saúde e dos vizinhos também”, destaca Claudemir.
Ele aproveita e deixa um alerta à toda população. “Cada um deve fazer a sua parte. Quem possui reservatórios de água, precisam redobrar a atenção e fazer a limpeza constante”, reforça o vigilante.
Período com diminuição de casos de dengue
Pesquisas demonstram que durante o período de baixas temperaturas as medidas de controle para evitar a proliferação do mosquito Aedes, tornam-se ainda mais eficazes. A explicação pode se aliar ao fato de que o ciclo reprodutivo do mosquito fica mais lento. Diante disso, nada melhor que intensificar o olhar para a prevenção. O reflexo já pode ser notado em âmbito regional.
Dados informados pelo departamento de Vigilância em Saúde da 11ª Coordenadoria de Saúde de Erechim, sinalizam para um momento de diminuição de novos casos de dengue. Isso quer dizer, um alento após uma fase delicada de epidemia na região.
No período de 03 de janeiro a 31 de maio, foram registradas, ao todo, 5.663 notificações, sendo 3.796 confirmações e 1.746 exames negativos. Até a mais recente atualização do boletim, 121 testes estão em investigação. Os municípios com mais amostras aguardando análise são: Marcelino Ramos, Faxinalzinho, Erechim e Paulo Bento.
De acordo com os registros ocorreram, até o momento, 135 hospitalizações e três óbitos relacionados às complicações da doença.
Até o momento não há registros de casos da febre chikungunya e zika vírus na região.
A secretária de Saúde de Jacutinga e representante dos secretários da pasta, da Região 16 no Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul – Cosems, Valdirene Fátima Ramme Foletto, reforça que o frio e a pouca quantidade de chuva podem ser fatores que contribuem para a diminuição dos casos de dengue e também acredita que a população está fazendo a sua parte. “A maioria das pessoas já não está mais segurando recipientes de água parada em casa, pois a dengue é tão perigosa quanto a covid-19. São cuidados que, somente quem poderá agir para parar a disseminação, é a comunidade. Vale salientar, ainda, o trabalho dos agentes de endemias, que vão até às residências e, muito além de fiscalizar, conversam e orientam as pessoas”, reitera, citando que há orientação e não adianta somente medidas como o “fumacê”, pois é preciso eliminar os criadouros dos mosquitos.
Valdirene salienta que as equipes de saúde não são contra as cisternas de água, mas é preciso ter muita responsabilidade em mantê-las nos padrões exigidos e evitar problemas.
Confira a situação em cada município da 11ª Coordenadoria Regional de Saúde:
