A região de Erechim (11ª Coordenadoria Regional de Saúde) recebeu nesta segunda-feira (24), 2.070 doses da vacina Pfizer (Comirnaty/Pfizer-Biontech). O avião King Air, da BM, fez parada em Erechim (com o carregamento para a 11ª e 6ª CRS).
O quantitativo está sendo distribuído nesta tarde aos municípios da região.
A coordenadora interina, Cibeli Lazzari, destaca que o imunizante possui algumas características específicas, tanto no que diz respeito ao armazenamento como ao manuseio e aplicação. Desse modo, exige cuidados redobrados, sendo que o prazo para aplicação dessa remessa é de cinco dias. “Devem ser seguidas todas as orientações e critérios para que não haja perda de doses. Além disso, houve capacitação das equipes técnicas municipais, além da organização de um sistema de agendamento prévio, tudo para garantir o máximo de segurança”, salienta Cibeli, citando que, cada remessa é um reforço no otimismo. “É um sentimento de extrema gratidão, pois o objetivo do governo do Estado é que possamos avançar na imunização e, desse modo, ter uma perspectiva mais otimista frente a pandemia”, acrescenta.
Ela ressalta, ainda, o pedido à população, para que, mesmo as pessoas que já estejam vacinadas, não deixem de seguir todos os protocolos contra o Coronavírus, para que não haja um agravamento ainda mais expressivo da pandemia, considerando, inclusive o limite da capacidade hospitalar. “Estamos observando um cenário muito complicado, com aumento de casos ativos, de internações”, alerta a coordenadora interina.
Conforme o governo do Estado, a rapidez do deslocamento com as aeronaves da Brigada Militar (BM) e da Polícia Civil (PC) é ainda mais relevante para a preservação de doses dessa vacina, que tem características diferenciadas de armazenamento, manuseio e aplicação, em especial quanto às variações de temperatura a que podem ser submetidas.
Nesta primeira remessa, a Secretaria Estadual da Saúde (SES) distribuiu 80.844 doses (do total de 108.264 em estoque) para 407 municípios. Além das vacinas, os municípios recebem seringas e diluentes (soro fisiológico).
Cuidados específicos
Os municípios receberam suas doses refrigeradas (entre 2°C e 8°C). Nessa temperatura, podem ficar por até cinco dias (120 horas). Por essa limitação, a orientação do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) é que as prefeituras realizem agendamento prévio das pessoas a serem imunizadas. Da mesma forma, não é recomendada a estratégia de vacinação fora de Unidades Básicas de Saúde, como em drive-thru. Na sala da vacina, após o frasco ser tirado do refrigerador e diluído, as doses dever ser aplicadas em até seis horas.
As doses da Pfizer chegam ao Brasil em caixas de transporte específicas, com isolamento térmico e gelo seco que permite a manutenção de temperaturas entre -90°C e -60°C por até 30 dias. Em freezers, com temperatura entre -25°C e -15°C, o armazenamento pode ser por até duas semanas. Em freezers de temperatura ultrabaixa (entre -80°C e -60°C) as doses podem ficar por até seis meses. Após sair da fábrica, estando nas caixas térmicas ou nos freezers de -25°C a -15°C, o lote pode ser levado de volta a um ultrafreezer, reassumindo a validade original de seis meses. Essas temperaturas mais baixas do que precisam as doses das demais fabricantes são necessárias pois a vacina da Pfizer tem menos conservantes.
Características da vacina da Pfizer:
• Podem vir rotuladas como Pfizer-Biontech, se produzidas na Bélgica, ou Comirnaty, que é o nome comercial usado na fábrica dos Estados Unidos. A vacina é distribuída no Brasil com embalagem em inglês, mas a empresa dispõe de um site em português com conteúdos para profissionais de saúde (comirnatyeducation.com.br).
• Cada frasco tem capacidade para seis doses. Ele vem com 0,45 ml do produto, que para a aplicação precisa de diluição de mais 1,8 ml de soro fisiológico.
• É uma vacina do tipo RNA mensageiro (mRNA), ou seja, usa parte de uma sequência do código genético do vírus como se fosse uma “receita” para o organismo produzir anticorpos.
• Estudos clínicos comprovaram uma taxa de eficácia de 95% após as duas doses.
• No Brasil, a orientação do Ministério da Saúde é de um intervalo de 12 semanas (cerca de três meses) entre a primeira e segunda doses.
• Reações adversas mais comuns incluem dor no local da aplicação, fadiga e dor muscular (raramente chegando a apresentar febre), que costuma aparecer em até 24 horas e apresentar melhora em até 48 horas.