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Estudo dos oceanos em tempo real a partir de um clique

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A OOI tem 83 plataformas com mais de 830 instrumentos espalhados em sete matrizes oceânicas
Por Agência Brasil
Foto Reprodução

Muitos dos segredos dos oceanos estão acessíveis 24 horas por dia, sete dias por semana, para cientistas, educadores e qualquer pessoa que tenha acesso à internet. Após dez anos do projeto que demandou investimentos de quase US$ 400 milhões, a Iniciativa de Observatórios Oceânicos (OOI, na sigla em inglês), criada pela Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos, vai garantir presença científica permanente nos oceanos.

A rede de plataformas e sensores da OOI rastreia propriedades físicas, químicas, geológicas e biológicas do fundo e da superfície do mar e gera dados em tempo real. O projeto inclui robótica submarina, cabos de fibra ótica e instrumentação especializada.

A OOI tem 83 plataformas com mais de 830 instrumentos espalhados em sete matrizes oceânicas localizadas no Atlântico e no Pacífico. Cada plataforma tem uma combinação de aparelhos que geram milhares de informações científicas, como temperatura e salinidade, entre muitas outras. A OOI instalou um observatório no chão tectonicamente ativo no norte do Pacífico, outros próximos às costas leste e oeste dos EUA e quatro em locais de alta latitude, perto da Groenlândia, do Alasca, da Argentina e do Chile.

De acordo com a OOI, a inovação da iniciativa está no fato de garantir presença científica permanente nos oceanos, o que pode revolucionar o conhecimento oceanográfico como aconteceu há décadas com a atmosfera terrestre. O objetivo do projeto é que os dados aumentem a compreensão de cientistas sobre terremotos e mudanças nas placas tectônicas e permitam a pesquisadores conhecer espécies que vivem em fontes hidrotermais e entender fenômenos climáticos e meteorológicos como o El Nino.

Desde janeiro, a página da OOI está aberta a qualquer usuário interessado em acessar os dados gratuitamente. No portal é possível assistir a transmissões ao vivo em alta definição de fontes hidrotermais, por exemplo, fissuras no fundo do mar que ainda são tidas como um mistério para a ciência.

A expectativa é que as informações sejam usadas por professores para ensinar conceitos oceanográficos a estudantes e que também ajude na administração pesqueira, podendo ser consultadas por pescadores que queiram saber as condições do mar para planejar a atividade.

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