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Saúde

Cenário da pandemia: 76,47% da região registra aumento de casos ativos

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Por Da redação/ Assessoria de Imprensa
Foto Divulgação

O Comitê Regional de Atenção ao Coronavírus da Associação de Municípios do Alto Uruguai (Amau) realiza uma série de avaliações e paralelos para verificar a evolução da pandemia na região.

Segundo os dados da Plataforma Regional de Monitoramento (PRM) o número de casos ativos registra elevação gradual, a cada novo levantamento. Segundo o último boletim, a R16 ultrapassou o patamar de 550 casos ativos, o que exige uma atenção redobrada, considerando que uma saída recente de um cenário agravado, com sobrecarga do sistema de saúde, elevadas taxas de ocupação das estruturas hospitalares e, infelizmente, um número expressivo de óbitos.

Analisando o gráfico, é possível verificar que em 01/03 a região apresentou 999 casos ativos e, a partir de uma série de ações e sucessivas classificações de bandeira preta (altíssimo risco), os números começaram a diminuir, atingindo em 03/05 o piso de 331 casos ativos.

Contudo, fruto das análises desenvolvidas pela equipe técnica, é possível perceber que a curva epidemiológica de casos ativos mudou seu desenho e ganhou contorno de elevação. Em 03/05 foram sistematizados 331 casos ativos. Já em 05/05 o número passou para 402 casos ativos. Em 07/05, um novo aumento: 427 casos ativos e, em 10/05, 439 casos ativos. No boletim mais recente, de ontem (12) um crescimento expressivo, chegando ao indicador de 571 casos ativos. “A elevação reforça a tese que devemos adotar com o maior rigor as medidas preconizadas de prevenção, caso contrário, o cenário caminha para um alerta e possível novo agravamento”, reitera Jackson Arpini, membro do comitê regional. 

Num paralelo dos dois últimos mapas regionais, é possível observar um aumento de 132 casos ativos, partindo de 439 para 571. Tomando como base a data de 03/05 até hoje (13/05), os dados indicam um aumento de 240 casos ativos em nove dias. “Persistindo nas avaliações, verificamos que dos 34 municípios alvo de monitoramento, 26 municípios apresentaram mais casos ativos, o que representa um percentual de 76,47%, e nos leva a pressupor que o crescimento não é pontual e, sim, uma tendência regional”, salienta, citando que seis municípios apresentaram estabilidade, portanto o mesmo número de casos, e apenas dois reduziram o número de ativos.

Outra avaliação realizada pelo comitê é com relação ao quantitativo de casos ativos por município. “Verificamos que apenas quatro não apresentam no momento nenhum caso ativo (11,76%), seis municípios apresentam de um a três casos ativos (17,64%); nove apresentam de quatro a 10 casos ativos (26,47%), e a faixa predominante, é dos municípios que apresentam mais de 10 casos ativos, com 15 municípios (44,11%)”, pontua.

O comitê regional também observa as taxas de ocupação dos leitos clínicos e de terapia intensiva. “Estamos com taxas baixas para ocupação dos leitos clínicos, na ordem de 18,64%, porém estamos com taxas elevadas quando falamos em leitos de UTI, na ordem de 80,55%”, pondera Jackson, citando que: “tomando como base os episódios anteriores e considerando que o cenário se arrasta desde março de 2020, podemos pressupor que após a elevação dos casos ativos ocorrem os reflexos, como elevação das taxas de ocupação dos leitos hospitalares. Por esta razão, a R16 já entra em alerta. Precisamos analisar com precisão os próximos levantamentos, para verificar o desenho da curva epidemiológica e seus desdobramentos”, reforça Arpini.  

Imunização

Nessa avaliação considerou-se que parte da população da região já foi imunizada com a primeira dose, num percentual de 27,18% (74.845 pessoas) e 12,19% (29.070 pessoas) com a segunda aplicação.

 

 

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