Aprovado projeto de autoria do vice-presidente do Legislativo, vereador Nadir Barbosa (PMDB), que denomina vias do Loteamento Dona Sandra, localizado no bairro Linha América, de ruas André Maccarini, Francisco Dallazen, Brígida Bianchi Albertuni e Aulus Attilio Lavratti.
De acordo com vereador, o Projeto busca fazer uma homenagem aos pais e avós de Fernando Lavratti e Sandra Amália Dallazen Lavratti, dado o carinho e a dedicação ao escolher a cidade de Erechim para montar seu empreendimento, em um momento em que se pensava que a cidade era pequena, que não valia a pena investir. “Esta família acreditou que em solo fértil a semente brota, se transforma numa árvore frondosa e dá bons frutos capazes de alimentar uma nação”.
André Maccarini – Carpinteiro é filho de Francisco Maccarini e Tereza Zanon, naturais da Itália. Nasceu no dia 27 de outubro de 1910 na cidade de Alfredo Chaves e faleceu em 1994 em Novo Hamburgo. Foi casado com Zenaide Caletti Maccarini. Exercia a profissão de carpinteiro na cidade onde residiu até a sua partida. Naquela cidade, o Nando, como era chamado carinhosamente por todos, não passava em uma só casa onde não fosse bem recebido. Nando auxiliava as pessoas que não conseguiam terminar suas casas por um motivo ou outro, reunindo famílias para comprar as madeiras e dando forma à construção dos sonhos.
Francisco Dallazen – Motorista, é filho de João Dallazen e Amália Dallazen, naturais da Itália. Francisco nasceu em Aratiba em novembro de 1931 e faleceu em 1965, deixando sua esposa Maria Abertuni Dallazen e suas três filhas, Nádia Marta, Miriam Brigida e Sandra Amália. Trabalhou na empresa da família Detoni como motorista na cidade de Barra do Rio Azul. Em 1953 se envolveu com o Movimento Emancipacionista do então Distrito de Aratiba, liderado por Amélio Baldini e outros, obtendo êxito em 1955 através de plebiscito. “Partiu com o sentimento de missão cumprida poucos anos depois”.
Brígida Bianchi Albertubi – Do lar, é filha de José Bianchi e Catarina Giotto Bianchi. Nasceu em 1964, casou-se com Francisco José Albertuni e faleceu na cidade de Medianeira. Teve 13 filhos. Naquela época os pais que fugiram da Itália e migraram para o Brasil em busca da terra prometida, ensinavam as suas filhas que a paixão era combatida porque, supostamente colocava o casamento de ponta cabeça. “Elas aprendiam que o amor era um sentimento que se devotava exclusivamente à Deus, ao marido e a mulher devia mera obediência, reverência e temor. O marido, por sua vez, deveria sentir apenas piedade da esposa. Os filhos ajudariam nos trabalhos da lavoura. Brígida rompeu barreiras, pois por mais que sabia que também deveria obediência aos seus pais e a igreja, amou seu marido apaixonadamente e se dedicou à sua família como forma de libertar-se das tradições e tabus que lhes eram impostos uma família forte e amorosa entre si e seus semelhantes.
Aulus Attilio Lavratti – Contador é filho de Domingos Luiz Lavratti e Ofélia Pazinatto. Nasceu em 1939 na cidade de Casca e faleceu em 1973, deixando a esposa Maria Lourdes Maccarini Lavratti e seu filho Fernando Lavratti. Aulus, trabalhou na empresa de Molas Carlon e foi muito amoroso. “Ensinou aos filhos que ninguém pode ser feliz se o teu irmão que está ao lado está sofrendo. Esportista e sonhador, estava sempre querendo melhorar o mundo, não para si, mas para seus filhos e netos, para os filhos e netos de todos e para todas as gerações futuras”.
“Diante dos detalhes da vida de cada um dos homenageados, o que mais prezaram, foi deixar aos filhos o maior tesouro que alguém poderia dar a honestidade, a perseverança, a humildade e o amor. Por mais que algum deles tenha partido muito cedo, partiram com a certeza de que seus filhos, jamais em algum momento de suas vidas, ouviram de qualquer ser humano que tivesse passado em seus caminhos, uma história ruim de seus pais. Seus netos, por mais que não tiveram a oportunidade de conhecê-los, ainda assim, jamais ouvirão histórias desagradáveis a seu respeito”.