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Saúde

20 milhões de brasileiros convivem com uma doença crônica: a asma

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A asma é doença inflamatória crônica das vias aéreas que causa falta de ar (dispneia), chiado na res
Por Da Redação
Foto Ilustração

No dia 4 de maio transcorreu o Dia Mundial da Asma, data de conscientização sobre o controle da asma, prevenção das crises e mortes pela doença. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 4% da população global é vítima do problema. Segundo o órgão norte-americano CDC (Centers for Disease Control and Prevention), por volta de 6,2 milhões de menores de 18 anos sofrem de asma no mundo – sendo esta a doença crônica mais comum em crianças. No Brasil, de acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), cerca de 20% da população abaixo de 18 anos sofre com o problema.

Segundo a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), estima-se que no Brasil existem aproximadamente 20 milhões de pessoas convivendo com essa doença crônica. A asma tem impacto na realidade dos portadores, sendo uma causa importante de faltas escolares e no trabalho – afeta tanto crianças quanto adultos. Segundo o DATASUS, o banco de dados do Sistema Único de Saúde (SUS) vinculado ao ministério da Saúde, ocorrem no país, em média, 350 mil internações anualmente, sendo a terceira ou quarta causa de hospitalizações pelo SUS.

 

Alta mortalidade

Mas mesmo com esse cenário, ainda de acordo com a SBPT, em uma década o número de internações por asma no Brasil caiu 49%. E recente pesquisa publicada em 2020 no Jornal de Pediatria da Sociedade Brasileira de Pediatria mostrou que houve uma tendência de diminuição da mortalidade por asma em crianças e adolescentes em um período de 20 anos no Brasil, com predomínio de óbitos em crianças com menos de cinco anos. Essa queda se deve a uma melhor compreensão da doença por parte dos portadores e a distribuição de medicamentos para os pacientes asmáticos graves. A maior mensagem desse estudo é que, mesmo com taxas reduzidas, a mortalidade por asma ainda é alta, pode ocorrer de forma prematura, e em muitos casos está associada a fatores evitáveis.

 

A doença

A asma é doença inflamatória crônica das vias aéreas que causa falta de ar (dispneia), chiado na respiração (sibilos), sensação de aperto no peito e tosse. Os sintomas da doença geralmente são desencadeados por alérgenos, como poeira, mofo, produtos químicos, alguns medicamentos, stress e uma série de fatores. O principal fator de risco é o genético, ou seja, herança dos pais.

Na maior parte dos casos, a doença tem controle por meio de um plano de ação definido junto ao médico e uso de medicamentos preventivos, como os corticoides inalatórios, isolados ou associados a broncodilatadores. Apesar de não ter cura, a doença pode ser controlada e tornar-se menos aguda.

Diante do contexto da pandemia de Covid-19, é de grande importância que os pacientes mantenham seus tratamentos e não descontinuem as medicações para controlar a asma. Os pacientes com asma grave precisam ter cuidado redobrado, pois são grupo de risco e podem ter complicações se contraírem Covid-19.

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