Embora o número de casos ativos da covid-19 nos municípios da R16 (AMAU + Nonoai e Rio dos Índios) tenha apresentado acréscimo entre a quarta-feira, 28, e ontem, 30 (saltando se 326 para 354), a região não registrou nenhuma morte nas últimas 48 horas; sendo que Erechim não tem óbito há 72 horas, conforme os boletins oficiais do Comitê de Enfrentamento da AMAU e da secretaria de Saúde de Erechim.
Ocupação das UTIs segue alta
Apesar da ótima notícia, a taxa de ocupação dos leitos de UTI covid-19 segue alta, na casa dos 83,3% - obrigando que medidas preventivas sigam sendo observadas, como o uso da máscara, alcool gel, lavagem correta e constante das mãos e distanciamento social. A ocupação dos leitos de enfermaria, no momento, é de 22%.
21.273 recuperados
Desde o início da pandemia, em março de 2020, 21.964 moradores da R16 já foram contaminados pelo novo coronavírus, sendo que destes 21.273 já estariam recuperados e 337 perderam a vida (43% de Erechim).
Erechim tem 98 casos ativos
Os hospitais Santa Terezinha e Caridade apresentam 43 pessoas hospitalizadas com a covid-19, sendo 30 em UTI (9 delas de Erechim e 21 de outros municípios). A Capital da Amizade, que ontem comemorou 103 anos, registra, ainda, 98 casos ativos da doença.
Imunização
Apesar dos atrasos nos repasses do Programa Nacional de Imunização, de responsabilidade do governo federal, a R16 segue apresentando índices melhores do que a média nacional em relação à aplicação das vacinas. No total, 24,5% dos moradores da região já receberam a 1a dose (58.520 pessoas), enquanto 11% (26.452) já estão completamente imunizados, tendo recebido as duas doses.
Ministro da Saúde faz apelo por liberação de vacinas
Correndo contra o tempo perdido em 2020, quando refugou opções de compras de imunizantes, o governo federal, agora, faz apelo internacional para que países que tenham doses extras de vacinas, liberem os imunizantes a fim de acelerar a campanha de vacinação no Brasil.
essa foi a linha do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, ontem, 30, durante conferência de imprensa com a participação da cúpula da Organização Mundial da Saúde (OMS). Durante o evento, também foi feito um balanço da crise sanitária global.
“Reiteramos nosso apelo àqueles que possuem doses extras de vacinas para que possam compartilhá-las com o Brasil o quanto antes possível, de modo a nos permitir lograr avanços em nossa ampla campanha de vacinação, para conter a fase crítica da pandemia e evitar a proliferação de novas linhagens e variantes do vírus”, disse o ministro.
Ciência
Ao fazer um balanço das ações do governo brasileiro durante a pandemia, Queiroga lembrou que há pouco mais de um mês, ao assumir o Ministério da Saúde, se comprometeu em acelerar a vacinação contra o novo coronavírus. Ele ressaltou ainda que o Brasil tem capacidade para vacinar 2,4 milhões de pessoas por dia, mas que a ampliação da vacinação tem esbarrado na falta de vacinas, ainda que a pasta tenha recebido mais imunizantes, com a chegada hoje do primeiro lote da vacina Pfizer ao país.
O ministro da Saúde disse ainda que desde que assumiu a gestão da saúde no país buscou orientar a população brasileira “de forma clara” sobre medidas farmacológicas cientificamente comprovadas, como uso de máscara, lavagem de mãos e distanciamento social.
OMS
Durante o evento, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, afirmou que a atenção do mundo todo está voltada para a escalada da covid-19 na Índia, mas que outros países estão vivendo transmissão intensa, como o Brasil, um dos mais afetados pela pandemia.
Nesse sentido, Adhanom citou que o Brasil atingiu a marca de 400 mil mortos e destacou que, desde novembro, o país tem crise aguda, incluindo casos, hospitalizações e morte entre jovens.