A região de Erechim, denominada R16, apresentou nos últimos cinco dias, uma diminuição de casos ativos (463 para 331) e internações – seja em leitos clínicos ou de UTI (ilustração abaixo). No entanto, nesse mesmo período que envolve o feriado de Páscoa, a região registrou mais 18 óbitos (chegando a 304). Somente o município de Erechim registrou mais nove vítimas de complicações causadas pelo coronavírus: homens de 58, 59, 63, 71, 77 e 79 anos e mulheres de 64, 69 e 91 anos.
As informações foram obtidas a partir da divulgação do mapa atualizado pelo Comitê Regional de Atenção ao Coronavírus da Associação de Municípios do Alto Uruguai (Amau), no fim da tarde de hoje (5).
Desde o início da pandemia, o Alto Uruguai contabilizou 20.267 confirmações para o coronavírus, sendo que, destas, 19.632 são pacientes considerados recuperados.
No que se refere a imunização, 45.018 pessoas receberam a primeira dose (18,87%) e 11.100, a segunda dose (4,65%).
Avaliação
O integrante do comitê regional, Jackson Arpini, destaca que, mesmo que os indicadores da Plataforma de Monitoramento apresentem indícios de uma desaceleração, a situação, de modo geral, ainda está delicada, com taxas elevadas de ocupação dos leitos de UTI no Estado e também na região, com índice superior a 95%. “Com relação aos leitos clínicos também verificamos avanços, com taxas de ocupação inferior a 50% (38,98%), o que acontece igualmente com os leitos clínicos dos hospitais regionais, que sinalizam uma melhora nos percentuais. Contudo, infelizmente estamos observando um número acentuado de óbitos, em decorrência da covid-19 e não podemos baixar a guarda ou negligenciar nas medidas e nos protocolos sanitários”, reforça.
Jackson comenta, ainda, que na avaliação da equipe técnica estadual a R16 ficou com média ponderada intermediária. “A maior ficou em 2,45 e a menor em 1,98. A nossa região foi classificada com 2,35 e recebeu quatro sinalizações de bandeira amarela, uma de bandeira laranja e seis de bandeira preta”, pontua, citando que hoje, em caráter extraordinário, ocorreu uma reunião do Comitê Regional de Atenção ao Coronavírus, que, após avaliação de vários indicadores emitiu parecer técnico orientando os municípios a adotarem a cogestão, em consonância com o regulamento estadual.
Outra questão relevante, acrescenta Arpini, diz respeito a denominada salvaguarda estadual, que é um indicador que funciona como válvula de segurança entre leitos de UTI livre versus leitos ocupados. “Quando o escore for inferior 0,35, todas as regiões (21) são classificadas em altíssimo risco. Nosso escore estadual atual é de 0,02”, completa.
Conforme o integrante do Comitê, vale mencionar que esse é um momento delicado, com números preocupantes e que acabamos de vivenciar um feriado, o que pode ter reflexos em avalições futuras. “Necessitamos monitorar com precisão a evolução dos casos ativos dessa semana para verificar se o desenho continuará descendente ou sofrerá alteração”, declara Arpini, que afirma: “o certo é que precisamos nos cuidar de forma permanente”.
Sobre a Bandeira e o funcionamento das atividades
Na sexta-feira (2), pela sexta semana consecutiva, o mapa do modelo de Distanciamento Controlado apresentou o Rio Grande do Sul inteiro em risco altíssimo devido à pressão sobre a capacidade hospitalar. Isso significa que, nesta 48ª rodada, todas as 21 regiões Covid do Estado estão em bandeira preta e com possibilidade de cogestão.
A retomada da possibilidade de cogestão regional se deu no dia 22 de março. O sistema permite a adoção de protocolos distintos daqueles de bandeira preta, mas tão ou mais rígidos do que os da bandeira imediatamente anterior (neste caso, a bandeira vermelha).
O governo estadual também havia prorrogado a suspensão de atividades não essenciais das 20h às 5h até 4 de abril. Na quinta-feira (2), porém, o Estado anunciou que a medida seguirá vigente pelo menos até o dia 9 deste mês.
Aos fins de semana e feriados, segue a determinação da restrição de atividades presenciais durante todo o dia. As exceções são os serviços essenciais, como farmácias, supermercados e comércio de materiais de construção e demais áreas que já constam no atual decreto de suspensão geral de atividades (Decreto 55.789).
Para restaurantes, bares e lancherias, o horário limite para atender clientes de forma presencial é 18h e o atendimento pode ser feito nas modalidades de take away (pegue e leve) e drive-thru entre as 5h e 20h em todos os dias da semana, inclusive sábados, domingos e feriados. Após esse horário, somente tele-entrega.
Para os supermercados, o limite de funcionamento é 22h em qualquer dia da semana. Todos os serviços podem operar em modo delivery (tele-entrega). As atividades essenciais, como farmácias, clínicas médicas, postos de combustíveis, entre outros, não têm restrição de horário.
Parques temáticos, de aventura, jardins botânicos, zoológicos e museus, entre outros espaços de cultura e lazer, seguem proibidos de receber público externo na bandeira preta e na vermelha (limite para quem está em cogestão), em qualquer dia da semana. A permanência em praias, praças e parques urbanos também segue restrita, e esses locais estão liberados apenas para atividades físicas individuais.
