A falta de remédios nos hospitais preocupa a todos. E em Erechim não é diferente. Conversei com o superintendente do Hospital de Caridade, Claudiomiro Carus, e também com o diretor executivo do Santa Terezinha, Rafael Ayub, sobre o problema.
Claudiomiro Carus afirma que a situação é muito complicada: “Não é apenas uma realidade local e sim nacional. É tão preocupante que estamos oficiando o Ministério Público Federal, secretarias de Saúde do Estado e do município e também a AMAU”. Carus reforça que os remédios não são para a Covid, e sim medicamentos para sedar, intubar e manter o paciente sedado, para qualquer enfermidade.
Rafael Ayub, relata que como se tratam de medicamentos do kit intubação, caso ocorra falta “poderemos ter problemas tanto para intubar novos pacientes como para manter intubados os pacientes atuais. Pode dificultar o tratamento de pacientes, e não só de COVID, mas de qualquer outra patologia que requeira anestesia ou sedação”. O diretor repassa que o Estado encaminhou 400 ampolas da fentalina, que é o consumo de um dia: “alguns fornecedores responderam que semana que vem deve normalizar o fornecimento, ainda hoje estamos tentando mais algumas unidades ao menos para segurança”, finaliza Ayub.