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Saúde

“Por favor nos ajudem. Precisamos de vocês”

Médico Intensivista, Alison Castanho, em vídeo, relata o drama dos profissionais de saúde que trabalham na linha de frente da covid e conclama as pessoas para refletirem o momento que vivemos

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Médico Intensivista, Alison Castanho: “O que importa são as pessoas. E sem as pessoas não há felicid
Por Rodrigo Finardi
Foto Reprodução

O médico Oncologista e Intensivista, Alison Castanho, que trabalha na linha de frente da covid-19 nas UTIs dos hospitais, gravou um vídeo, juntamente com profissionais da saúde segurando cartazes, e publicado na noite de terça-feira (9), relatando que o problema da pandemia é mais grave do que se divulga todo dia. Veja o que o médico disse:

O pior momento da pandemia

“Nós profissionais de saúde, viemos pedir ajuda de todos vocês. Estamos passando o pior momento dessa pandemia, que é o maior problema que enfrentamos na saúde no Brasil e no mundo. As UTIs estão permanentemente lotadas. Temos 19 pacientes entubados no Santa Terezinha e mais 15 pacientes entubados no Hospital de Caridade (dados de terça-feira)”.  

Pacientes não param de chegar

“Os pacientes graves não param de chegar e os casos são extremamente graves. É importante que juntos possamos unir forças, para continuarmos atendendo a todos, mas nós estamos cansados, exauridos e esgotados”.

O que importa na vida

“A maioria dos profissionais estão trabalhando 24, 48, 72 horas sem parar. Precisamos refletir o que realmente importa na nossa vida. No momento que vamos intubar um paciente, o que a gente mais aprende com a covid que as coisas mais simples, são as que mais importam”.

As palavras dos pacientes intubados

“Todos os pacientes na hora da intubação, naquele instante que conversamos com eles o que falam é que ‘tenho filho, e tenho que viver por esse filho’, ‘eu posso falar com minha esposa, eu posso falar com meu irmão, com minha família’. Então, o que realmente importa? Qual o nosso bem maior e o porquê estamos aqui lutando essa batalha, que é tão difícil? ”

Pode faltar tudo, menos as pessoas

“O que importa são as pessoas. E sem as pessoas não há felicidade. Portanto, poderão faltar sim, oxigênio, respiradores e medicamentos. Mas nós estaremos aqui, cumprindo o nosso dever e honrando nossa profissão”.

A dor da morte e a dor da solidão

“Não basta a dor da morte que muitos viverão. Também vem a dor da solidão, pois a última lembrança de muitos familiares, são seus entes queridos entrando na UTI. Depois não o verão mais. Mas esses pacientes não serão acometidos pela solidão, pois nosso humanismo permitirá e fará com que fiquemos ao seu lado. Por favor nos ajudem. Precisamos de vocês”, implora o médico, para que todos sejam empáticos.

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