O Comitê Regional de Atenção ao Coronavírus da Associação de Municípios do Alto Uruguai (Amau), chama a atenção da comunidade, tendo em vista uma série de fatores relacionados à pandemia de covid-19 e os impactos na R16, que está em alerta geral.
Segundo o último boletim enviado ontem (17) pela equipe técnica da Amau, a R16 apresenta 517 casos ativos, numa elevação de 29 casos quando comparado ao informativo anterior, do dia 12/02. Já se considerar o período de 01/02 até hoje (18), ocorreu um aumento expressivo de 170 casos.
Avaliando o indicador “Municípios versos casos ativos”, foi verificada uma alteração no cenário regional. Atualmente, quatro municípios possuem situação de estabilidade, o que corresponde a 11,77%; 10 municípios apresentam em seu território de um a três casos, o gera um percentual de 29,40%. Na faixa de quatro a 10 casos ativos há 12 municípios (35,3%) e oito municípios possuem mais de 10 casos (23,53%).
Desdobrando os indicadores, foi observado que os oito municípios que possuem mais de 10 casos ativos, têm na área de abrangência, 434 casos, um percentual de 83,94% do total de casos.
Nonoai
O município de Nonoai, que pertence a R16, tem apresentado casos expressivos de covid-19 e, por essa razão, está classificado em bandeira preta, por decreto municipal. Segundo o último boletim, a cidade apresentou 234 casos ativos, o que corresponde a 45,26% do total de casos da R16.
Óbitos
A R16 ascendeu de 151 óbitos para 154, com acréscimo de mais três mortes devido a complicações causadas pelo novo coronavírus (Nonoai e Erechim (2)). Porém, em análise à Plataforma Regional de Monitoramento, em 05/02 os indicadores apontavam 143 óbitos, o que permite afirmar que, em doze dias a região contabilizou, infelizmente, 12 vítimas, o que é muito preocupante.
Início do ano letivo
Face às novas deliberações do governo do Estado com relação ao segmento da Educação e a alteração em alguns protocolos, nesta sexta-feira (19) será realizada uma reunião coordenada pelo Comitê Regional em parceria com a 15ª Coordenadoria Regional de Educação, com a presença dos secretários de Educação e Saúde, para repassar informações, debater os Planos de Contingência e eliminar possíveis dúvidas para que o retorno ocorra da melhor forma possível, respeitando os protocolos sanitários.
Avaliação
Segundo os membros do Comitê Regional, entre os principais aspectos que reforçam o alerta geral à região, está: a situação crítica de Chapecó; os números expressivos de contaminações em Nonoai (com sobrecarga do sistema hospitalar daquela localidade); aumento do número de casos ativos, segundo os últimos seis levantamentos regionais; período de verão e férias que possibilita deslocamento maior de pessoas; feriado de carnaval onde muitas pessoas foram ao litoral; situação da macrorregião; número expressivo de óbitos nos últimos dias; início do ano letivo; proximidade com a divisa de Santa Catarina (Chapecó e Concórdia); além dos reflexos nos municípios próximos a Chapecó, como Erval Grande que já apresenta 19 casos ativos e Rio dos Índios, com 17.
Para Jackson Arpini, membro do comitê regional, todas as medidas, ações e estratégias são relevantes nesse novo cenário. “Nosso segundo maior pico de casos ativos foi em meados de julho, quando contabilizamos 543 casos ativos (22/07). Estamos mais uma vez se aproximando desse indicador negativo, para tanto precisamos agir, de forma colegiada”, reitera.
