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Saúde

Em novo contrato, Santa quer justiça na distribuição dos incentivos pagos pelo Estado

Direção do hospital sustenta que critério deve considerar a proporcionalidade de atendimentos. Reunião organizada pelo deputado Paparico discutiu o tema com a secretaria estadual de Saúde e AMAU na tarde desta quinta-feira (11)

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Divulgação
Por Salus Loch
Foto Divulgação

O contrato entre a Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim (FHSTE) e a secretaria estadual de Saúde vence no dia 31 de março. Até lá, a instituição dirigida por Rafael Ayub deve fazer uso de todos os argumentos técnicos e políticos para, além de procurar equilibrar suas contas, ampliar a capacidade de atendimento aos 31 municípios do Alto Uruguai e aos demais 79 municípios pertencentes a 11ª, 15ª e 19ª Coordenadorias de Saúde, que tem o Hospital como referência para os serviços de alta complexidade em Oncologia, Traumato Ortopedia, Oncologia, Cirurgia Vascular, Terapia Renal e Oftalmologia.

Segundo Ayub, o objetivo é a revisão do valor de incentivo pago pelo Estado, na casa de R$ 19,5 milhões/ano – e que contempla consultas, exames, internações, cirurgias e tratamentos. “Considerando os cálculos de proporcionalidade em relação a outros hospitais, nosso objetivo é chegarmos próximo aos R$ 40 milhões de incentivo, dobrando o que recebemos hoje”, revela o dirigente. O valor total do contrato vigente entre o Santa e a secretaria de Saúde do RS é de R$ 62,2 milhões.

Reunião virtual

Na tarde desta quinta- -feira (11), numa proposição do deputado Paparico Bacchi, o presidente da AMAU e prefeito de Erechim, Paulo Polis, o 1º-vice-presidente da AMAU, prefeito de Centenário, Neninho, o prefeito de Getúlio Vargas, Mauricio Soligo, representantes da 11ª CRS, além do deputado Tiago Simon e a direção do Santa participaram de reunião virtual com a secretaria estadual de Saúde, Arita Bergmann, e a equipe do Departamento de Assistência Hospitalar e Ambulatorial (Daha), liderado pela diretora Lisiane Fagundes. Em pauta, justamente o novo contrato da FHSTE. Na ocasião, depois da manifestação do prefeito Polis e de lideranças locais, tanto a secretária Arita quanto Lisiane garantiram um olhar ‘mais justo’ ao hospital regional. “Sabemos que o Santa Terezinha desempenha sua função de atendimento público com resolutividade e em grande quantidade, e merece nossa atenção”, resumiu a titular da saúde do governo Leite. Por sua vez, a diretora do Daha informou que o Estado está concluindo um novo Programa de Incentivos Hospitalares – contemplando, entre outros, a FHSTE. No entanto, ela não antecipou valores. O deputado Paparico Bacchi diz ter saído satisfeito do encontro. O líder da bancada do PL na Assembleia Legislativa ressaltou que depois de longa espera, fi nalmente há um encaminhamento viável para a demanda, que também preocupa prefeitos dos municípios que precisam contribuir fi nanceiramente para reduzir o défi cit do hospital superior a R$ 400 mil/ mês. 

Saiba mais

As principais fontes de financiamento do Hospital Santa Terezinha, hoje, são o contrato com o Estado e o pagamento, via Autorizações de Internação (AIHs) dos municípios que utilizam o serviço. Mais de 97% do atendimento é prestado via SUS. O Santa Terezinha tem 180 leitos, sendo: Clínica Médica A com 36 leitos; Clínica Médica B, 46 leitos; Clínica Médica C, 16 leitos 2 UTI´s, sendo uma UTI Geral com 11 leitos e uma UTI Pediátrica e Neonatal com 12 leitos; Observação, 15 leitos; Unidade de Cuidados Intermediários, 6 leitos; Maternidade, 10 leitos; e Pediatria, 28 leitos. A FHSTE presta serviços de avaliação diagnóstica, assistência hospitalar e assistência ambulatorial.

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