O Comitê Regional de Atenção ao Coronavírus da Associação de Municípios do Alto Uruguai continua monitorando a R16 por meio de vários indicadores. O último boletim regional apontou para a região monitorada, que compreende 34 municípios, 232 casos ativos e 136 óbitos em decorrência de complicações causadas pela covid 19.
As taxas de ocupação das alas Covid (Fundação Hospitalar Santa Terezinha e Hospital de Caridade) também estão num patamar aceitável, o que oportunizou, entre outros indicadores, a adoção regional da cogestão.
Segundo o último boletim, divulgado ontem (20), as taxas de ocupação dos leitos de UTI está na ordem de 25,53% e de leitos clínicos de 47,83%.
Óbitos
Nessa semana ocorreu mais um óbito na região, passando de 135 (18/01) para 136 (20/01) mortes. Na avaliação dos óbitos verificamos que dos 34 municípios, 28 já presentam óbitos nos seus indicadores, o que representa um percentual de 82,35% do total dos municípios. Também estão sendo monitorados o número de óbitos por município, conforme tabela abaixo.

Avaliação
Após dois feriados importantes, houve a elevação da curva epidemiológica de casos ativos, mas verificamos que nas últimas avaliações a situação começou a estabilizar, considerando que saímos de 279 casos ativos para 232, portanto um indicador positivo.
Estamos iniciando o processo de imunização, o que também auxiliará no enfrentamento da epidemia em âmbito regional. “Precisamos aliar as ferramentas de prevenção para que os resultados sejam o mais promissor possível. Nesse momento a imunização aliada ao protocolos sanitários de prevenção se apresentam como a melhor medida de enfrentamento do novo coronavírus”, pontua Jackson Arpini, integrante do comitê regional.
Imunização e prevenção
O Comitê da Amau ressalta, ainda, a importância da liberação, por parte da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de dois imunizantes para serem aplicados na população contra a covid 19.
A equipe aproveita a oportunidade para chamar a atenção da população regional com relação ao processo de imunização, que está sendo coordenado pelo Ministério da Saúde, em parceria com os estados e municípios.
A campanha nacional está apenas no início e, por essa razão, apesar da expectativa positiva das pessoas, não há, no momento, quantitativo suficiente de doses para atender toda a demanda, e, nesse momento, nem a totalidade do grupo prioritário número um.
A partir do fornecimento de mais doses de vacinas por parte do órgão ministerial a campanha começa a ganhar uma amplitude maior e mais pessoas poderão ser vacinadas. Também nesse contexto temos que levar em consideração que os fabricantes (laboratórios) preconizam duas doses para cada indivíduo, para que a eficácia seja de acordo com os estudos científicos. “O comitê regional está atento aos movimentos do Ministério da Saúde e da Secretaria Estadual de Saúde, no que diz respeito a logística e fornecimento de mais doses de vacina, para que a R16 possa ser contemplada com os imunizantes necessários para atendimento dos grupos prioritários elencados pelo Ministério da Saúde (Grupo Prioritário de 1 a 4)”, reforça Jackson.