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Saúde

Contra a covid-19: Coordenadoria de Saúde organiza estrutura para imunização

De acordo com levantamento, municípios já teriam uma quantidade mínima de seringas e agulhas para iniciar o processo, contudo, profissionais afirmam que é preciso considerar a rotina de outras vacinações nas Unidades de Saúde. A 11ª CRS preparou, ainda, a geladeira para armazenar as doses e um gerador para fornecer suporte, caso necessário

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Sede da 11ª CRS já preparou a geladeira onde serão armazenadas as doses, o gerador (caso falte luz)
Por Izabel Seehaber
Foto Arquivo BD/ Amanda Mendes

Nesse momento de expectativa para o início da vacinação contra a covid-19, todas as regiões do País se mobilizam na organização das estruturas que serão necessárias para fornecer suporte no processo de imunização.  

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil tem cerca de 80 milhões de seringas e agulhas disponíveis nos estados e municípios. O número, segundo o órgão, é suficiente para iniciar a vacinação ainda neste mês.

Na semana passada, o governador do Estado, Eduardo Leite, divulgou um vídeo em que garantiu que o Estado está preparado para iniciar a imunização dos gaúchos. “É importante para tranquilizar a população gaúcha. O RS tem estoque (de seringas), tem estrutura, tem logística preparada e tem planos de contingência também para uma eventual necessidade de maior mobilização do Estado em relação ao que vier do Ministério da Saúde para o plano de vacinação em relação ao coronavírus. Podem ter certeza que nós estamos atentos e trabalhando fortemente para garantir a imunização e a superação deste quadro em relação ao coronavírus neste ano de 2021”, afirmou o governador.

Conforme a equipe da 11º Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) de Erechim, já foi realizado um levantamento para verificar o que há de insumos disponíveis, tais como seringas e agulhas. Nesse primeiro momento, afirmam os profissionais, haveria material suficiente para iniciar a vacinação, levando em conta que é preciso considerar a rotina de imunização que já acontece nas Unidades de Saúde.

A responsável pelo setor na 11ª CRS, Florisa Grzybowski, pontuou que a sede dispõe de 15 mil seringas direcionadas para a campanha, fora o quantitativo dos municípios.

Do mesmo modo, foi encaminhado um formulário aos municípios, o qual solicita informações como: responsável pelas vacinas, se há uma sala específica, onde está localizada, quantos profissionais atuam na atividade, quantidade de seringas agulhadas, entre outros dados.

O coordenador regional de Saúde, Fábio Fantin, destacou que a região se antecipou e está organizando toda a estrutura que compreenderá o processo de vacinação. “Preparamos, ainda, a geladeira onde serão armazenadas as doses, o gerador (caso falte luz) e intensificamos esse levantamento que irá contribuir nas próximas ações. Sabemos, também, que o Estado fará uma compra emergencial de seringas e agulhas”, ressaltou.

Na tarde de hoje (11), o governo divulgou, em sua página oficial, que o pregão eletrônico para a compra de 10 milhões de seringas, foi concluído com sucesso. “A licitação, promovida na modalidade de Registro de Preços, garante à administração pública, pelo período de um ano, o fornecimento de seringas pelo preço acertado durante o processo, que foi de R$ 0,36 por unidade, abaixo dos R$ 0,69 estabelecidos como referência pela Subsecretaria Central de Licitações do Estado (Celic), órgão vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG) – economia de quase 48%. Ao todo, o material terá um custo de R$ 3,6 milhões, ante R$ 6,91 milhões projetados inicialmente”, informou.

Sobre as possibilidades de vacinação

O Ministério da Saúde trabalha com três possibilidades de data para o início da vacinação no Brasil, ressaltadas pelo ministro Eduardo Pazuello:

- Até 20 de janeiro: melhor hipótese, com o uso das vacinas do Instituto Butantan e as doses da vacina da Astrazeneca importadas da Índia;

- 20 janeiro a 10 de fevereiro: hipótese intermediária, já com vacinas produzidas no Brasil pelo Butantan e pela Fiocruz;

- 10 de fevereiro até início de março:  hipóteses de vacinação mais tardia.

Sobre as vacinas, atualmente o Brasil possui 354 milhões de doses asseguradas para 2021:

- 2 milhões da AstraZeneca importadas pela Fiocruz;

- 100,4 milhões da Fiocruz/AstraZeneca até julho (produção nacional com IFA importada);

- 110 milhões da Fiocruz/AstraZeneca (produção integral nacional de agosto a dezembro);

- 100 milhões de doses do Butantan/Sinovac.

Além disso, o Brasil faz parte do consórcio Covax Facility, iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) com 10 laboratórios para acelerar o desenvolvimento, fabricação e acesso igualitário de vacinas contra a covid-19 – a aliança prevê 42,5 milhões de doses para a população brasileira.

O Ministério da Saúde também está em processo de negociação com os laboratórios Janssen, Pfizer e Moderna, dos Estados Unidos; Barat Biotech, da Índia; e União Química, produtor da vacina russa Sputinik V.

 

 

 

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