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Saúde

Pandemia exige atenção especial com a nutrição das crianças

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A alimentação infantil saudável traz uma série de benefícios, a curto e longo prazo
Mayara De Carli
Por Izabel Seehaber
Foto Divulgação

A rotina agitada do dia a dia contribui para que os alimentos industrializados e prontos para consumo sejam uma opção no cardápio, inclusive das crianças. Apesar da grande variedade, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que a maioria dos alimentos e bebidas para crianças concentra, principalmente, itens ricos em gordura, açúcar ou sal, identificados como fatores de risco que contribuem para a obesidade infantil.

Neste cenário, uma pesquisa realizada pela Universidade Miguel Hernández, na Espanha, estudou alimentos disponíveis no mercado destinados às crianças e verificou que 97% deles não são saudáveis. A análise concluiu que os produtos possuíam fraca presença de proteínas e fibras, com baixa qualidade nutricional, em comparação com os alimentos que não eram voltados para crianças e adolescentes. A pesquisa verificou, ainda, que 62% dos produtos eram ricos em gordura, 59% em açúcares e 45% em gordura saturada e sal.

No entanto, vale salientar que a alimentação infantil saudável traz uma série de benefícios, a curto e longo prazo, podendo auxiliar no desenvolvimento intelectual e no crescimento adequado para a idade.

Nesse sentido, a nutricionista de Erechim, Mayara De Carli, reitera que, devido à pandemia causada pelo novo coronavírus, vale ficar atento e ter um reforço ainda maior para a imunidade. “Como as crianças estão mais em casa, podem ter acontecido mudanças na rotina, de modo geral, e nos hábitos alimentares também. Sendo assim, a ingestão alimentar acaba sendo um pouco mais expressiva, pois a mudança da rotina e o fato de ‘estar muito em casa’ pode gerar um estresse nas crianças. Isso pode refletir e influenciar no peso e na saúde, como um todo”, destaca.

Conforme Mayara, nesta fase acontece muito a recusa alimentar, então, é preciso alertar os pais e familiares para oferecer mais vezes os alimentos, principalmente frutas e verduras que são alimentos com maior número de “rejeições”, sendo substituídos, muitas vezes, por outros itens, saudáveis ou não.

Para ter uma rotina alimentar, a nutricionista reforça que o ideal é que as crianças prosseguissem com a rotina de acordar, dormir, brincar e estudar. Já no caso das principais refeições, o indicado é procurar sempre fazer no mesmo horário e oferecer sempre alguma fruta ou iogurte nos lanchinhos da tarde para evitar as compulsões alimentares por ficar muito tempo sem comer. “Ao mesmo tempo, é essencial evitar refrigerantes. Seja exemplo para o seu filho, ele se espelha muito em você”, salienta.

Mayara frisa que os cuidados da alimentação, quando iniciam cedo, ainda na infância, ajudam a evitar doenças na fase adulta, tais como a obesidade, hipertensão, diabetes, anemia e problemas cardíacos.

Outras dicas para facilitar o equilíbrio nutricional das crianças:

- Ofereça feijão de duas a três vezes por semana;

- Evite refrigerantes e sucos industrializados;

- Ofereça de três a quatro tipos de fruta por dia;

- Ofereça carnes brancas e sem gordura (frango e peixe). (A carne de gado é indicada com menos frequência na semana);

- Não substitua a fruta por suco.

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