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Saúde

Janeiro Branco: inicie o ano em equilíbrio e com bem-estar mental

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“A ideia é que possamos nos autoconhecer para enfrentar as situações”, psicóloga Débora Cidade
Por Izabel Seehaber
Foto Arquivo BD - Amanda Mendes

O ‘Janeiro Branco’ é uma campanha ao estilo do ‘Outubro Rosa’ e ‘Novembro Azul’. O propósito é chamar a atenção da humanidade para as questões e necessidades relacionadas à saúde mental e emocional das pessoas e das instituições.

A escolha do primeiro mês do ano acontece porque, em termos simbólicos e culturais, as pessoas estão mais propensas a pensar em suas vidas, em suas relações sociais, em suas condições de existência, em suas emoções e em seus sentidos existenciais. E, como em uma “folha ou em uma tela em branco”, todas as pessoas podem ser inspiradas a escrever ou a reescrever as suas próprias histórias de vida.

Em tempos de pandemia, falar sobre saúde mental ganhou um sentido de urgência. Isolamento, perda de entes queridos, medo do futuro, tudo isso passou a fazer parte da vida das pessoas nos últimos meses, ampliando a necessidade de debater ações em prol do tema.

Segundo um estudo publicado na revista científica Psychiatry Research sobre os impactos da covid-19 na saúde mental da população mundial, a incidência de ansiedade e depressão foi, respectivamente, quatro e três vezes mais frequente quando comparada aos dados levantados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nos últimos anos.

A psicóloga clínica de Erechim, Débora Cidade, destaca a importância de haver um mês específico de reflexão sobre a saúde mental. “Acredito que é fundamental pois está iniciando o ano e as pessoas estão mais focadas em seus objetivos e metas. O janeiro tem por propósito esse reforço no cuidado da saúde mental, uma fase para que as pessoas possam buscar o que as fazem felizes”, comenta.

Segundo Débora, uma boa parte da população está cuidando do bem-estar psicológico. “A procura por psicoterapia, orientação psicológica e profissional, aumentou. As pessoas estão percebendo que ir ao psicólogo faz bem”, frisa.

Ao mesmo tempo, é possível avançar. Para tanto, algumas ações essenciais seriam: conscientizar a população que a saúde mental é básica para se viver bem e cuidar da mente para não adoecer.

Fique atento!

Muitos estudos comprovam que a maioria das doenças surge de situações que os indivíduos não falam de seus problemas e sentimentos. “Por isso a importância de fazer terapia, se autoconhecendo para evitar muitas doenças. Cuidando da mente você estará cuidando do corpo”, ressalta.

Com a pandemia e um cenário de extrema preocupação e incertezas por conta da covid-19, os impactos foram bem perceptíveis e se manifestaram em conflitos no ambiente familiar; estresse no trabalho (síndrome de Burnout - que é o esgotamento físico e psicológico) e traumas por perdas de familiares e amigos em função do covid-19, entre outras situações.

Segundo a psicóloga, as pessoas procuram o consultório com mais frequência para iniciar a psicoterapia. “Este impacto será de longo prazo e exigirá da sociedade, como um todo, uma atenção muito direcionada em relação à saúde mental. Sabendo como enfrentar as situações que geram estresse, ansiedade e outros transtornos, pode facilitar o dia a dia do indivíduo”, orienta.

Cuidados que fazem a diferença

Débora reitera que sempre indica a psicoterapia para tratar e, além disso, fala sobre a importância de reforçar os pensamentos positivos para ajudar a perceber e enfrentar as situações do dia a dia, tornando-se um indivíduo resiliente.

Quando esse olhar e postura referem-se às crianças e idosos, é fundamental ter alguém para fazer companhia. “Se não for possível, entre em contato para saber como está. Do outro lado, é importante criar um rotina para ocupar o dia. Assim, diminuirão os pensamentos negativos, o desânimo e o isolamento. Devemos estar sempre atentos aos sinais. Eles sempre mostram, de alguma forma, que algo não está bem. E o momento que estão pedindo ajuda”, observa.

Anote suas metas

O início de ano geralmente reflete em expectativas, medos e incertezas. “Caso isso não seja controlado, pode causar um estresse e até mesmo levar à uma depressão. Por isso a importância de procurar ajuda psicológica ou, até mesmo, colocar no papel o que pretende para o novo ano, como os objetivos. Do mesmo modo, procure seguir seus propósitos. Isso leva tempo, mas, escrever o que sente, facilita para quem precisa de um norte nesse momento. A ideia é que possamos nos autoconhecer para enfrentar as situações”, salienta.

 

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