Primeiro dia do evento também trouxe para reflexão a importância da profissionalização do trabalho
Encerra hoje (9), em Erechim, a 13ª edição do Simpósio do Leite. A programação contou com dois dias de atividades, dentre elas, palestras, debates e mostra de trabalhos. Entre os aspectos que estiveram em destaque durante o evento, está a importância de expandir a qualidade do leite e ao mesmo tempo, profissionalizar o trabalho dos produtores.
A abertura oficial do Simpósio aconteceu no início da tarde de ontem (8), no parque da Accie, em Erechim. Autoridades, representantes de entidades, pesquisadores e acadêmicos participaram da programação que conta com diversas atividades, entre elas, palestras e mostra de trabalhos.
Fórum
Após a cerimônia foi realizado o 7º Fórum Nacional de Lácteos com o tema: "Cenário da qualidade do leite no Brasil e visão da indústria e produtores e ações governamentais em prol da qualidade do leite". A ocasião contou com a presença do chefe da Divisão Técnica do Senar/RS, João Augusto Araújo Telles, engenheiro agrônomo, Assistente Técnico Regional da Emater e doutorando em Bovinos de Leite, Vilmar Fruscalso, do gerente de qualidade de Leite Cru - Laticínios Bela Vista Ltda (Piracanjuba), Athaide Newman Rodrigues da Silva, além do professor e doutor, coordenador do Serviço de Análise de Rebanhos Leiteiros (Sarle/UPF), Carlos Bondan. O moderador foi o chefe geral da Embrapa gado de leite de Juiz Fora/MG, Dr. Paulo Carmo Martins.
Entre os aspectos de destaque durante as explanações, esteve a qualidade do leite, a profissionalização dos produtores para o exercício das atividades, a importância da gestão do trabalho e o apelo para o retorno dos jovens ao campo.
Conforme o chefe da Divisão Técnica do Senar/RS é necessário que as tecnologias cheguem até o produtor rural. “Em se tratando de produção, somos autossuficientes, mas temos que pensar além da qualidade, no mercado e fazer a gestão dos negócios considerando sempre toda a cadeia produtiva”, destacou João, fazendo um apelo aos jovens para que retornem ao campo. “É uma área rentável, o trabalho é árduo, principalmente quando é realizado um trabalho diferenciado, mas há chances de alcançar muitos resultados positivos”, completou.
O engenheiro agrônomo Vilmar Fruscalso enfatizou que o Estado evoluiu muito na qualidade do leite, mas ainda não é o suficiente. “O processo está muito lento e nesse sentido é fundamental focar na percepção do produtor de leite, auxiliá-los, acompanhar e monitorar a produção. A profissionalização é essencial para produzir leite com segurança e ética”.
Outro fator levado em consideração é a necessidade de capacitação para os transportadores de leite e as responsabilidades dos laticínios que, segundo Vilmar, deveriam pagar pela qualidade do produto recebido.
Secretário destaca importância do evento
Representando a secretaria estadual de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), esteve em Erechim o titular da pasta, Tarcísio Minetto.
Em entrevista ao Bom Dia, ele destacou que a cadeia do leite é muito importante, pois além de possibilitar uma renda, inclusive mensal, é uma atividade que contribui na manutenção do jovem e do pequeno agricultor no campo. “É uma área que tem oferta e produção, levando em conta que o Estado do RS é o segundo maior produtor do Brasil”, salientou.
Para o secretário, os debates propiciados são válidos, tanto no que se refere à genética, manejo, organização da produção, perspectivas de mercado, sanidade e capacitação do produtor. “Qualquer atividade que seja realizada no campo tem que ser de forma profissional e o Simpósio concede essa oportunidade”.
Entre os desafios do setor leiteiro, Tarcísio pontua a questão do transporte que atualmente conta com uma nova legislação estadual, a qual propicia que as empresas estejam ligadas aos laticínios e isso, de acordo com o secretário, concede uma segurança maior. “Acredito que toda a produção do RS é boa. Temos alguns percalços mas podemos corrigir ao longo do tempo. Unindo esforços estaremos em outro patamar”, ressaltou.