Domingos Zulian teve nome eternizado em nome de rua no município de Erechim
Familiares e amigos prestigiaram a sessão do poder Legislativo que votou e aprovou o projeto de lei do vereador Lucas Farina (PT), que , denomina artéria de Erechim com o nome de Domingos Zulian. A mesma encontra-se no Loteamento Vale Verde II e Loteamento Zaffari.
Domingos Zulian nasceu na comunidade de São Domingos, na cidade de Sananduva no dia 22 de março de 1919. Filho de Giácomo Zulian imigrante Italiano natural de Postioma, um distrito da cidade de Paese, localizado na província de Treviso na região do Veneto, Norte da Itália que chegou ao Brasil no ano de 1887. Passou a residir no interior do município de Antônio Prado e anos depois casou-se com Josefina Miola. Os fatores dessa saída foram vários, sendo principalmente por motivos sócio-econômicos, seguido de razões políticas e pessoais.
Domingos Zulian, o filho mais novo de Giácomo, na sua juventude transferiu-se de Sananduva com sua família para a comunidade de São Roque, em Erechim. Anos depois casou-se com Elcemina Fávero. O casal mudou residência para a comunidade de Santa Lúcia. Na comunidade vizinha do Km 6 Dourado, residia a família Pagliarini, e Domingos, ao passar sempre em frente a esta propriedade dizia para os filhos que algum dia compraria aquelas terras. “Homem de muita fé e espiritualidade, rezava diariamente um terço com sua família e ensinou que a natureza pode nos dar tudo, mas nós devemos somente usufruir o essencial”.
Foi pioneiro na construção de uma mini usina no ano de 1945, movida por uma roda na água que gerava energia elétrica para a sua família e foi o primeiro morador de Erechim que adquiriu um rádio. Também cultivava parreirais para obter o seu vinho e vendia uva para a cantina Pagnocelli, transportando de carroça.
Alguns anos depois, Domingos Zulian juntamente com sua esposa Elcemina e filhos, conseguiu comprar a tão sonhada propriedade no km 6 Vale Dourado e fixaram residência. Construíram uma olaria que funcionou por alguns anos e que teve um triste fim, pois acabou destruída por um incêndio. “Mas Domingos e Elcemina não se abalaram, pois formavam um casal de fé, e juntamente com os filhos, plantavam um pouco de tudo e o excedente comercializavam”, lembrou Lucas.
Foi sócio fundador da Capela Nossa Senhora de Fátima doando madeira e, com a ajuda de outros pioneiros, construíram a tão sonhada igreja que é preservada até os dias atuais e que completou 55 anos.
“Mas o destino nos prega algumas surpresas, sua esposa Elcemina faleceu na hora do parto deixando oito filhos pequenos”. Domingos adoeceu e com o passar do tempo o apresentaram a Graciosa Favreto que foi sua 2ª esposa, e ela acolheu a todos os filhos e assumiu o papel de mãe integralmente e tiveram uma filha.
Domingos Zulian leu a Bíblia sagrada, na íntegra, por duas vezes e viveu a vida pensando no bem comum. “Ensinou a cuidar da casa comum, o nosso rico planeta terra. A sua ligação com a natureza era admirável, era muito sábio e sempre aconselhando as pessoas ao seu redor”.
Os filhos herdaram as terras do pai e seguem o sonho de seu Domingos de deixar a mesma para os familiares seguindo o seu legado. “Os netos se encantam a cada dia e começaram a deixar a cidade para voltar para o meio rural para conviver com as lindas paisagens naturais preservadas pelo Nono Domingos como era carinhosamente chamado”.
Zulian veio a falecer em 6 de outubro de 1995, com 77 anos deixando nove filhos, Lurdes, Alzira, Tereza Amélia, Waldir, Jacó, Vilmar, Marilene, Sérgio, e Elcemina, e 24 netos e 4 bisnetos e sua esposa Graciosa.
Legenda
Aprovação do projeto foi prestigiada por familiares e amigos do homenageado
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