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Saúde

Erechim permanece na bandeira vermelha mas tem três, dos quatro critérios, para a preta

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Por Izabel Seehaber/ Com informações Governo RS
Foto Divulgação

A constante redução de leitos de UTI livres e o aumento de casos de contágio e de internação por coronavírus resultaram na primeira identificação de risco epidemiológico altíssimo desde que o modelo do Distanciamento Controlado foi implementado, em maio. As regiões de Bagé e de Pelotas foram classificadas, nesta sexta-feira (11), na bandeira final preta no mapa preliminar da 32ª rodada.

Das outras 19 regiões, apenas Cruz Alta recebeu classificação final de bandeira laranja (risco epidemiológico médio). As outras 18, incluindo Erechim, estão na bandeira vermelha (risco epidemiológico alto).

Conforme o integrante do Comitê Regional de Atenção ao Coronavírus da Associação de Municípios do Alto Uruguai, Jackson Arpini, estamos chegando a patamares assustadores e precisamos da colaboração da sociedade. “Estamos diante do coronavírus, de casos pontuais complexos (a exemplo do asilo) e, nesse momento, não existe outra alternativa senão a união de esforços para enfrentar o novo cenário, mais preocupante e crítico. Nossas ações refletem nos indicadores e, nesse sentido, sabendo disso, precisamos agir e reagir. Só assim conseguiremos minimizar os números para pensar, quem sabe, em dias melhores”, alerta Arpini.

Nota técnica

Na versão preliminar do Distanciamento Controlado desta semana, a região de Erechim obteve a mensuração final compatível à bandeira vermelha.

Dos seus quatro indicadores regionais, Erechim alcançou classificação de risco máximo (bandeira preta) em três deles. É o caso do número de hospitalizações por covid-19 nos últimos sete dias, do número de hospitalizações por covid-19 para cada 100 mil habitantes e da projeção de óbitos. O indicador do estágio de evolução da doença obteve bandeira laranja.

Houve crescimento significativo nos registros de hospitalizações para covid-19 nos últimos sete dias, que passaram de 27 para 47 registros nesta semana, aumento de 74%. Com o registro de 9 óbitos nos últimos sete dias, houve crescimento de 13% em relação aos registrados na semana anterior (8 óbitos). No caso do indicador de Ativos sobre Recuperados, a região registrou 607 ativos, frente à 670 da semana anterior, e 1.310 recuperados, representando uma melhora no valor dado pela razão em comparação a semana anterior.

Destaca-se que a quantidade de novas hospitalizações em proporção da população é bastante elevada, refletindo na bandeira preta para o indicador de incidência na região, sendo a mais elevada entre todas as regiões Covid.

No Estado

O momento é de extremo alerta: o Rio Grande do Sul observou aumento em quase todos os indicadores monitorados pela equipe do Distanciamento Controlado. Houve elevação, nos últimos sete dias, de 14% nas hospitalizações por covid-19 (de 1.174 para 1.338 casos), que alcançou o maior número desde o início do monitoramento.

Também é o número mais elevado de pacientes em UTI, em leitos clínicos e de óbitos. As mortes cresceram 15% nesta semana, chegando a 409 registros. Como resultado, há o menor número de leitos livres (407) no Estado, bem como a menor razão de leitos livres para cada ocupado (0,44), que baixou de 0,5 também pela primeira vez. Por isso, o governo do Estado reforça a necessidade de a população seguir os protocolos e as regras sanitárias estabelecidas pelo modelo.

Até as 6h de domingo (13), municípios e associações podem enviar pedidos de reconsideração ao mapa preliminar para o governo.

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