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Saúde

Erechim registra um novo diagnóstico de Aids a cada 15 dias

teste
Os testes rápidos estão disponíveis à população em todas as Unidades Básicas de Saúde
Por Izabel Seehaber
Foto Izabel Seehaber

O mês de dezembro é marcado pela cor vermelha na campanha de saúde que tem o objetivo de sensibilizar a população quanto à importância do acesso à informação adequada sobre HIV, sobre a evolução dos métodos de prevenção e o tratamento. Nesta terça-feira (1º) é celebrado o Dia Mundial de Luta contra a Aids.

Em Erechim a realidade é muito preocupante, considerando o aumento significativo de casos de HIV e Sífilis.

No caso da Aids, em 2018 havia uma média de um diagnóstico novo a cada 15 dias; em 2019 as estatísticas demonstram que era registrado um diagnóstico novo a cada 10 dias e neste ano, novamente a média é de um caso novo a cada 15 dias.

Dados do Serviço de Assistência Especializada em Infecções Sexualmente Transmissíveis e Aids do Município – SAE IST/AIDS, revelam que neste ano, devido a pandemia do novo coronavírus, houve a diminuição da procura por diversos serviços e também teve queda na procura por exames de HIV e Sífilis. “Mesmo assim, há números expressivos: até sexta-feira (27), foram contabilizados 20 novos casos. Chama a atenção porque no ano passado foram 41, em um período em que não havia pandemia”, enfatiza a enfermeira, coordenadora do SAE – Erechim, Clarice Maroso.

Ela destaca que, do mesmo modo que em 2019, a faixa etária dos 21 aos 30 anos registra o maior número de casos. Contudo, a Aids afeta pessoas de todas as faixas etárias, inclusive idosos. Clarice pontua que, dos 20 novos diagnósticos, 14 são do sexo masculino e seis do sexo feminino. “É notável que a população masculina, que mais deveria usar preservativo (levando em conta que há mais insumo), nem sempre está se cuidando, principalmente no que se refere aos jovens”, observa.

Clarice explica que o serviço e acompanhamento dos pacientes não foi alterado em razão da pandemia, somente adaptado às medidas sanitárias. “O acolhimento, os testes e todos os trabalhos se mantiveram normalmente”, esclarece, pontuando que as pessoas com diagnóstico positivo têm à disposição, uma equipe multiprofissional com médico, enfermeira, assistente social, psicóloga, nutricionista e farmacêutico. “Atuamos de modo integrado, com o intuito de atender as diferentes demandas. Não podemos considerar somente uma das partes e a entrega do medicamento no atendimento ao paciente, devemos analisá-lo de maneira geral, no cuidado da saúde mental, por exemplo, entre outros aspectos”, ressalta.

A coordenadora do SAE enfatiza que, mesmo com toda a pandemia, as medidas de prevenção sempre foram intensificadas, do mesmo modo que os testes rápidos, disponíveis em todas as Unidades Básicas de Saúde e materiais informativos. “É essencial manter o cuidado da saúde”, completa.

Aumenta número de diagnósticos de IST’s

Segundo a enfermeira, algo que vem chamando a atenção, especialmente da metade do ano para cá, é o aumento expressivo no número de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST’s), principalmente o HPV, a Sífilis e as uretrites. “Em função dessa procura por atendimento, houve, também, muitos diagnósticos de HIV. Sabemos que, toda IST possibilita 18 vezes mais chances de ter HIV. Isso é muito preocupante”, alerta.

Conforme Clarice, as pessoas tem conhecimento de que a única forma de prevenir é usando preservativo, porém, por algum motivo, estão deixando de usar e os reflexos em forma de problemas, assustam.

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