Uma realidade desafiadora se impõe na região e exige, cada vez mais, o esforço e o respeito de todos os cidadãos, a favor da própria vida. Isso acontece por meio do cuidado e seguimento dos protocolos de prevenção ao novo coronavírus. Ações simples e que podem, sim, fazer toda a diferença e mudar muito além dos indicadores, mas o cenário como um todo, permitindo, inclusive, que o sistema de saúde prossiga suas atividades com menos sobrecarga. Isso é a favor de cada um, dos seus familiares que podem vir a precisar de atendimento. É em prol de todos.
Mobilizados na mesma causa, profissionais de saúde, representantes de órgãos públicos e de entidades, reiteram o apoio às medidas de enfrentamento à covid-19. Confira a seguir, algumas manifestações:
Indicadores que assustam
O integrante do Comitê Regional de Atenção ao Corononavírus da Associação de Municípios do Alto Uruguai (Amau), Jackson Arpini, salienta que várias ações foram traçadas no sentido de minimizar a disseminação do vírus e, com isso, tentar mudar o quadro evolutivo da epidemia em âmbito regional. O foco também é reduzir as taxas de ocupação dos leitos de UTI e leitos clínicos, que ultrapassaram os percentuais de 60% e 80%. “Se persistirmos nela linha ascendente poderemos, em breve, verificar uma sobrecarga do sistema de saúde, sendo necessário ampliar as alas por meio dos planos de contingência”, destaca, frisando que “nesse momento nossos indicadores assustam e precisamos estar unidos no enfrentamento. Não há espaço para descuido, muito menos para relaxamento”, afirma Arpini.
Associação Comercial, Cultural e Industrial de Erechim
O presidente da Associação Comercial, Cultural e Industrial de Erechim (Accie), Fábio Vendruscolo, reforça que trata-se de uma medida drástica, porém, nesse momento, necessária. “Ninguém gostaria que tivesse chegado a esse nível, entretanto, frente aos números crescentes de casos positivos de covid-19 e o alto índice de ocupação de leitos clínicos e leitos de UTI na cidade, essa medida é extremamente necessária para que não sejam tomadas medidas mais restritivas. Estamos permanentemente informando nossos associados da real situação e alertando para que as medidas de prevenção sejam intensificadas. Acreditamos que, se cada um fizer a sua parte, iremos vencer esse vírus com cautela e responsabilidade, preservando a vida e também a nossa economia”, enfatiza.
Câmara de Dirigentes Lojistas
A presidente da CDL Erechim, Rosângela Spiazzi Truylia, comenta que essa é uma fase diferente de tudo que já foi enfrentado. “É um momento de pensarmos na economia, mas, principalmente, na saúde das pessoas. Os números atuais falam por si só. Temos um elevado número de contaminados e internados que nos chama a atenção. É preciso compreender que as medidas devem buscar diminuir o contágio: orientando, cuidando, tendo um olhar ainda mais apurado na prevenção.
A situação atual e a projeção que nos é apresentada pelo Comitê Covid-19, sobre esse aumento vertiginoso, nos preocupa e acende um alerta.
Se não tivermos um cuidado maior agora, poderemos pagar um preço mais alto ainda, logo em seguida. Temos a maior data comemorativa do comércio varejista pela frente e não queremos estar com as portas fechadas no Natal. Então, agora é o momento de nos cuidarmos e cuidarmos dos nossos familiares”, ressalta.
Sindilojas do Alto Uruguai Gaúcho
O presidente do Sindilojas do Alto Uruguai Gaúcho, José Gelson Miola, frisa que, num primeiro momento, a entidade foi totalmente contra o fechamento dos estabelecimentos, no entanto, diante dessa situação, não há outra alternativa. Percebemos que a maioria das pessoas não está seguindo as orientações preconizadas, como o distanciamento, uso de máscara e álcool em gel. Ao considerar o momento na economia, estamos enfrentando, ainda, um momento delicado em razão da seca prolongada, uma das maiores das últimas décadas, isso já está refletindo nas mesas.
A pandemia, igualmente, impacta expressivamente, contudo, vale observar que estamos em um período em que ainda há condições de trabalhar. Por isso, é ainda melhor fazer esses ajustes agora, do que termos uma interrupção total nas vendas de Natal”, pondera.