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Saúde

Equilíbrio entre bem-estar físico e emocional: um cuidado permanente

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“Comece hoje. Sempre é tempo de se aperfeiçoar e colher os frutos”, psicóloga Lisandra Garcia
Por Izabel Seehaber
Foto Divulgação

A rotina do dia a dia, as obrigações da vida moderna, as responsabilidades assumidas, as incertezas da economia e do trabalho, bem como as circunstâncias pessoais e familiares, são fatores estressores na vida de qualquer ser humano. No caso masculino, tais agentes são potencializados pela crença – às vezes inconsciente – de que é dever absoluto do homem dar conta de tudo que a ele é exigido ou dele esperado, sem que possa fraquejar ou fracassar. Essa combinação de fatores, na maior parte das vezes, deflagra um processo que coloca em risco a saúde mental.

O alerta é da psicóloga e neuropsicóloga, Lisandra Garcia, que reforça a importância da plenitude da saúde mental e seus reflexos nas relações pessoais, sociais, profissionais e, principalmente, consigo mesmo. “Além disso, os fatores estressores não tratados de forma adequada provavelmente resultarão em ansiedade, depressão, mania, síndrome do pânico, transtorno de ansiedade generalizada (TAG), entre tantas outras patologias”, pontua, citando que a cultura ocidental, há muito tempo, demonstra expressivo interesse pela saúde física, contudo, por séculos, a busca pela saúde mental foi relegada. “Aceitar que o ser humano é a soma do físico e do mental é um passo importante rumo ao desenvolvimento da saúde plena”, reforça.

Lisandra salienta que, aquela frase: “homem não chora”, que regeu a conduta educacional de muitas famílias no passado, e que ainda hoje se escuta por aí, é algo que encerra essa discussão. “Grande parte dos meninos que ouviram isso no decorrer da infância e adolescência, tiveram sufocados seus anseios e pretensões e talvez, hoje, ostentem certa dificuldade em bem lidar com suas emoções”, observa, reforçando que, o zelo pela saúde mental pode representar melhorias na qualidade de vida e prevenção de doenças futuras.

No enfrentamento do câncer

A psicóloga reitera que o enfrentamento do câncer não é algo fácil e ficar fragilizado é uma das características próprias da patologia. “Em momentos como este o apoio e empatia das pessoas próximas se mostra indispensável. Questionar a pessoa acometida pela doença se ela quer falar sobre o assunto, denota, antes de tudo, respeito por ela. Propor-se a ajudar ou fazer algo por ela são atitudes que demostram interesse, cuidado e humanismo. Do mesmo modo, oferecer-se e se prestar a ouvir é importantíssimo: a escuta é uma excelente aliada”, acrescenta.

Dicas da especialista para a melhor qualidade de vida

Boa alimentação (evitando frituras, gorduras, bebidas alcoólicas, refrigerantes e doces de todo o gênero); Não fumar; Beber bastante água; Praticar atividades físicas respeitando a idade e a complexão física de cada indivíduo; Manutenção das relações sociais com amigos e/ou familiares; Utilizar a tecnologia com moderação e desenvolver a leitura e outras atividades que façam bem ao corpo e à mente. Comece hoje. Sempre é tempo de fazer diferente, aperfeiçoar e colher os frutos. Enfrentem e vençam o preconceito existente em relação a determinados exames médicos e levem a sério a realização das consultas de rotina.

Atenção

Lisandra destaca, ainda, que os homens devem estar atentos a sinais como: irritabilidade, desânimo, apatia, tristeza, falta de prazer em atividades que anteriormente lhe eram atrativas e, caso observar algum deles, procurar um profissional da área da Psicologia para que possam afastar -  ou atestar - um diagnóstico de ansiedade, depressão, síndrome do pânico ou de alguma outra patologia na esfera emocional. “O homem deve vencer o preconceito e também aceitar suas limitações e sofrimentos. Além disso, entender que homem chora, sim, e deve conversar sobre seus medos, angústias, e merece trilhar um caminho na busca pelo bem-estar físico e emocional.

 

 

 

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