O uso de máscaras faciais para evitar o contágio com o coronavírus é uma recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de diversas autoridades sanitárias no Brasil e no mundo.
Do mesmo modo, a lei que obriga o uso em todo território nacional está em vigor.
Contudo, há boatos de que a norma não está valendo e, tais Fake News, estão causando algumas confusões. Portanto, é essencial redobrar a atenção!
A Lei 14.019, de 2020, aprovada pelo Congresso Nacional foi sancionada (PL 1.562/2020) no dia 2 de julho. De lá para cá, é obrigatório usar máscaras cobrindo a boca e o nariz nos veículos de transporte por aplicativos, táxis, ônibus, entre outros. Também ficou obrigatório o uso nos estabelecimentos comerciais e industriais, templos religiosos, escolas, unidades prisionais e de cumprimento de medidas socioeducativas, e demais locais fechados em que haja reunião de pessoas.
Região em alerta
Em âmbito regional, o Comitê de Atenção ao Coronavírus da Associação de Municípios do Alto Uruguai (Amau) mantém as orientações para que a população adote todas as medidas preconizadas de prevenção para evitar a disseminação do novo coronavírus.
Com relação ao uso de máscaras de proteção individual, o comitê se vale de orientações e recomendações de protocolos estabelecidos por órgãos oficiais, como o Ministério da Saúde (MS), Fiocruz, entre outros.
A Fiocruz ressalta que a recomendação de uso de máscaras caseiras em larga escala tem como base a proteção coletiva, uma vez que muitas pessoas podem estar infectadas e serem assintomáticas, situação no qual podem estar transmitindo a doença sem saber que estão com o vírus. Do ponto de vista da proteção individual, não há informações suficientes sobre a eficácia de máscara caseira no contexto da pandemia da covid-19.
A Fiocruz recomenda que as pessoas façam o uso correto da máscara caseira, não a compartilhando com familiares, não tocando o rosto depois de colocá-la e fazendo a sua limpeza conforme orientação do MS, e reforça a necessidade de manutenção do isolamento social e das medidas de higiene para o combate à covid-19.
Por sua vez, o Ministério da Saúde recomenda a utilização de máscaras em todos os ambientes. As máscaras de tecido (caseiras/artesanais), não são Equipamentos de Proteção Individual (EPI), mas podem funcionar como uma barreira física, em especial contra a saída de gotículas potencialmente contaminadas.
Na avaliação de Jackson Arpini, integrante do comitê, diante do momento que estamos vivenciando, decorridos aproximadamente sete meses do surgimento do primeiro caso de covid-19 na região, as ações e estratégias adotadas permitiram alcançar um patamar satisfatório, contudo, não definitivo. “Levando-se em consideração o último boletim regional, divulgado na quarta-feira (21), a região possui, apenas, 69 casos ativos, uma taxa de recuperação de 97,18%, e taxas de ocupação das alas Covid, dos hospitais Fundação Hospital Santa Terezinha de Erechim e Hospital de Caridade de Erechim, com indicadores baixos, sendo 8,69% para leitos de UTI e 9,75% para leitos clínicos, podemos afirmar que estamos diante de um novo momento”, assinala.
Jackson salienta que, apesar do patamar satisfatório registrado na região, a epidemia ainda está em curso. “Verificamos um relaxamento das medidas por parte da população o que pode, num futuro próximo, alterar os indicadores”, alerta.
Sendo assim, vale reforçar que as medidas preconizadas pelas autoridades de saúde estão vigentes e a utilização de máscara de proteção individual continua sendo uma das medidas indicadas, entre tantas outras. “Estamos migrando para uma fase de flexibilização (abertura de serviços) e, quem sabe, em avaliações futuras poderemos ficar classificados na bandeira amarela, mas não indica que vencemos o desafio. Quando falamos do novo coronavírus, o quadro pandêmico pode se alterar a qualquer momento”, afirma Arpini.