Esse ano está sendo de muita luta para a jovem Maitê Baretieri Alves dos Santos, de 17 anos. Ela, que é natural de Erechim, recebeu o diagnóstico de Leucemia no mês de março e, de lá para cá, não mede esforços para vencer a doença.
Para tanto, Maitê e a mãe estão há quatro meses em Porto Alegre e o acompanhamento está sendo feito no Hospital Santo Antônio. Inicialmente, a jovem fez quimioterapia, mas o resultado do tratamento não foi o esperado e, por isso, a equipe médica orientou que ela precisava de um transplante de medula óssea.
Após alguns meses e tentativas para encontrar um doador compatível, a família recebeu a tão esperada notícia: foi encontrado um doador!
Maitê conversou com o repórter Leandro Zanotto, na manhã de ontem (19) e relatou a expectativa diante dessa nova etapa. Ela aproveitou, também, para agradecer o apoio de todos, afirmou que está bem e aguarda o contato do hospital para internar, iniciar as quimioterapias, radioterapias e, após, fazer o transplante. Segundo a erechinense, a medula do doador chegou ao Brasil na quinta-feira. Após o procedimento ela permanecerá em Porto Alegre por mais de 100 dias, seguindo protocolos e cuidados necessários.
Muito emocionada, Maitê remeteu uma mensagem ao doador: “Ele salvou minha vida. Graças a ele, terei mais um aniversário com minha família e uma nova chance de renascer”, destacou.
Durante a entrevista, ela relatou que, o momento em que descobriu a doença foi bem difícil, mas que o suporte de muitas pessoas, foi essencial. “Faço magistério, estudava o dia inteiro e trabalhava à noite como recreacionista. Tinha uma vida muito ativa e foi muito difícil parar. Contudo, também tive o apoio de muitas amigas e professores, que me auxiliaram nesse momento tão difícil. Desse modo, pude participar de algumas atividades”, acrescentou.
Dificuldades x solidariedade
Além de toda tensão por conta da doença e o fato de estar longe de casa, 2020 apresentou, ainda, outro desafio à Maitê: a pandemia e com ela, as dificuldades financeiras.
Sendo assim, familiares e amigos se mobilizaram e várias ações, entre rifas, live e outras campanhas foram realizadas para arrecadar fundos no intuito de auxiliar a jovem. “Grande parte da força e coragem que eu tive para lutar pelo tratamento, foi graças a cada oração e gesto das pessoas por meio das doações. Muitas não me conhecem e eu também não conheci”, ressaltou.