Outubro é ainda mais marcante para a idosa Dirce Cecília Trento, que reside em Frederico Westphalen e está em Erechim para realizar um tratamento contra o câncer de mama.
Aos 67 anos, ela conversou com a reportagem do Bom Dia nesta semana, momento em que estava no Centro de Apoio Oncológico Luciano – Caol junto ao esposo.
Durante o bate-papo, Dirce relatou que a luta iniciou no ano passado, exatamente nesse mês, ocasião em que a campanha ‘Outubro Rosa’ a incentivou a fazer vários exames de rotina. “Na mamografia apareceu uma célula maligna. Com isso o médico já encaminhou para um oncologista aqui em Erechim. Após a consulta, o especialista orientou sobre as quimioterapias”, comentou.
O tratamento iniciou em março desse ano e agora Dirce realiza as radioterapias. Ao todo serão 15 sessões. “Está mais tranquilo agora, pois a radioterapia tem menos reações. Na fase inicial foi ainda mais sofrido. Claro, depende de cada paciente, mas para mim foi um processo bem dolorido”, afirmou.
Dirce salientou que essa é uma luta que não para após o término desse tratamento. “Terei que fazer acompanhamento médico por cerca de 10 anos e me cuidar sempre. Ao mesmo tempo, outra questão importante é ter fé em Deus e contar com a força da família. Lutamos por todos eles”, ressaltou.
Prevenção é essencial
Ela reforçou, ainda, o alerta à sociedade sobre o quanto é importante fazer a mamografia todos os anos. “Não podemos facilitar, sempre falo com minhas filhas. É melhor prevenir do que enfrentar complicações”, orientou.
Tratamento deve continuar na pandemia
Em meio as preocupações e angústias que são inerentes aos pacientes e familiares que enfrentam o câncer, outro desafio desse ano foi a pandemia. “É algo preocupante, tivemos que ampliar os cuidados, pois também tenho diabete e pressão alta. Por isso, usamos máscara e o álcool gel está sempre na bolsa”, ressaltou, citando que no hospital também são seguidos todos os cuidados preventivos. “Não devemos parar os tratamentos em função da pandemia, precisamos continuar. Vale a pena manter os cuidados e seguir todas as orientações”, acrescentou a munícipe de Frederico Westphalen.
Sobre o Caol
Dirce já tinha ouvido falar sobre o Caol em Erechim e resolveu conheceu a estrutura quando iniciou as radioterapias. Em razão da distância até a cidade onde reside, a casa se torna um importante suporte no tratamento. “Fomos muito bem recebidos, são pessoas maravilhosas. Isso facilita bastante, é como se estivéssemos em casa. Fizemos amizades, conversamos com outras pessoas que também enfrentam a doença e compartilhamos nossas histórias”.