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Viadutos: ferroviários deram nome ao município de várias pontes

Com o término da construção da ferrovia em setembro de 1910, inicia o fluxo migratório e o povoamento da Vila e do interior

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A estrada de ferro e a estação ferroviária foram para Viadutos não só a mola propulsora do surgiment
Por Redação
Foto Divulgação

Em 1889, o imperador Dom Pedro 2º concedeu ao engenheiro, João Teixeira Soares, a concessão para construir uma ferrovia que teria fundamental importância para a região Alto Uruguai (RS). Ou seja, a estrada de ferro São Paulo – Rio Grande. Tal ferrovia seria vertical ligando o estado de São Paulo ao Rio Grande do Sul, segundo informações no site da prefeitura.

A estrada de ferro de São Paulo – Rio Grande seria muito longa, partindo da cidade de Itararé em São Paulo, passando pelo Paraná, por Santa Catarina e atingindo o Rio Grande do Sul pela região norte pelo município de Marcelino Ramos até Santa Maria. Esta estrada, sem dúvida, foi a grande responsável pelo crescimento dos municípios da região.

A estrada de ferro e a estação ferroviária foram para Viadutos não só a mola propulsora do surgimento, mas o “coração” de Viadutos e dos viadutenses, todo o movimento relacionado a economia e o tráfego de pessoas aconteciam na estação e em seu entorno.

Conforme dados históricos e relatos dos pioneiros e seus descendentes, a história do município começou no início do século 20, por volta dos anos de 1900 a 1905. A partir de 1908, com a construção da estrada de ferro, a vinda dos operários da ferrovia foram os primeiros núcleos de moradores, a ao redor dos trilhos as primeiras casas comerciais.

Estação Viadutos

Em 25 de outubro de 1910 foi inaugurada a Estação de Viadutos pela CompagneAuxiliaire Dês Chemius de FerAuBrésil, que tinha a concessão para construir a ferrovia na região do Alto Uruguai, porém, somente no ano seguinte, 1911, os trens passaram a manter o tráfego regular no trecho Passo Fundo – Marcelino Ramos – que até então era feito até Barro (Gaurama).

Misto e Noturno

A partir de então Viadutos passa a ter um trem “Misto” semanal (terça-feira descia e quarta-feira subia), e, por volta de 1913, passou a ter três trens semanais - dois mistos e o chamado “Noturno Paulista”. Nos mesmos havia duas classes – 1ª e 2ª - dependendo sempre do status do passageiro, quem tinha dinheiro viajava de 1ª classe com todo conforto possível e os demais nos vagões mais simples.

Grandes eventos

Cabe ressaltar que foi na plataforma da estação e por ela que se deram os grandes acontecimentos políticos e sociais, onde se concretizaram grandes negócios, carregamentos, descarregamentos de mercadorias para o comércio, animais, ferramentas, cimento, dormentes, o escoamento dos produtos. “O embarque e desembarque de pessoas que iam e vinham, casais, namorados que se despediam, que se reencontravam, amigos e parentes, se obtinha notícias nacionais e internacionais, jornais, revistas. O contato com o mundo com certeza se dava por ali. Era o palco de todos os acontecimentos, inclusive muitas crianças e jovens iam vender frutas e quitutes caseiros para angariar alguns reis (dinheiro da época) para as famílias sobreviverem, outros carregavam malas para também lucrar”, diz o site.

Nome

A versão para origem do nome “Viaductos” foi dada pelos ferroviários que construíram o trecho da ferrovia que liga Gaurama a Viadutos, devido aos vários viadutos (pontes) existentes em consequência da declividade e dos vales da região. Tais viadutos são a exposição material da técnica belga e da força do capital europeu trazidos para a região.

Colonização

Com o término da construção da ferrovia em setembro de 1910, inicia o fluxo migratório e o povoamento da Vila e do interior. Além dos operários da construção da ferrovia que aqui se estabeleceram, chegaram italianos, alemães, poloneses, suecos, armênios, russos, austríacos e outros, sendo que os mais idosos (patriarcas), a maioria originários de seus países, imigrantes do norte da Itália, Alemanha, Polônia, Armênia, Suécia, Rússia.

Os italianos com seus descendentes migraram da Serra Gaúcha (Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Antônio Prado e outros), os alemães do Vale dos Sinos (São Leopoldo, Novo Hamburgo), poloneses da região de São Marcos. Há também outras etnias, porém, em menor número. E é nesse contexto que a Vila começa a prosperar, abrindo caminhos para a ocupação da terra muito fértil e com água abundante, antes completamente desabitada.

O município de Viadutos ocupa a parte Leste da Região Alto Uruguai, Microrregião Colonial de Erechim, situado ao norte do Estado, com uma área de 286 km².

Emancipação

Viadutos foi criado pela Lei Estadual nº 3728 de 18 de fevereiro de 1959, após vitória apurada pela consulta plebiscitária realizada em 30 de novembro de 1958. A instalação deu-se no dia 28 de maio de 1959, sendo neste dia a comemoração do aniversário de Viadutos.

O território do município foi constituído pelo desmembramento de áreas pertencentes aos municípios de Gaurama e Marcelino Ramos, antes Erechim - Passo Fundo e bem antes Cruz Alta.

População         

A população estimada em 2020 é de 4.690 pessoas, com uma densidade demográfica (2010) de 19,79 hab/km².

Trabalho e rendimento

Segundo o IBGE, em 2018, o salário médio mensal era de 2.5 salários mínimos. A proporção de pessoas ocupadas em relação à população total era de 15.8%. Considerando domicílios com rendimentos mensais de até meio salário mínimo por pessoa, tinha 30.1% da população nessas condições, o que o colocava na posição 270 de 497 dentre as cidades do estado e na posição 4650 de 5570 dentre as cidades do Brasil. 

Educação           

A taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade (2010) foi de 95,6%. O IDEB – anos iniciais do ensino fundamental (Rede pública), dados de 2017, 7,4. O IDEB – anos finais do ensino fundamental (Rede pública), dados de 2017, foi de 5,9. Matrículas no ensino fundamental (2018): 401 matrículas. Matrículas no ensino médio (2018): 151 matrículas. Docentes no ensino fundamental (2018): 35 docentes. Docentes no ensino médio (2018): 17 docentes. Número de estabelecimentos de ensino fundamental (2018): 2 escolas. Número de estabelecimentos de ensino médio (2018): 1 escola.

Economia           

Conforme o IBGE, o PIB per capita em 2017 foi de R$ 23.665,98. O percentual das receitas oriundas de fontes externas em 2015 foi de 77,9%. O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), dados de 2010, foi de 0,702 o que situa o município na faixa de Desenvolvimento Humano Alto (IDHM entre 0,700 e 0,799). A dimensão que mais contribui para o IDHM do município é Longevidade, com índice de 0,864, seguida de Renda, com índice de 0,715, e de Educação, com índice de 0,561.

O total de receitas realizadas em 2017 foi de R$ 23.335,95 (×1000) e o total de despesas empenhadas em 2017 foi de R$ 16.472,34 (×1000).

Saúde

Segundo o IBGE, a taxa de mortalidade infantil média na cidade é de 24.39 para 1.000 nascidos vivos. As internações devido a diarreias são de 4.4 para cada 1.000 habitantes. Comparado com todos os municípios do estado, fica nas posições 1 de 497 e 46 de 497, respectivamente. Quando comparado a cidades do Brasil todo, essas posições são de 1 de 5570 e 783 de 5570, respectivamente.

Território e ambiente

Viadutos apresenta 49.6% de domicílios com esgotamento sanitário adequado, 20% de domicílios urbanos em vias públicas com arborização e 5.4% de domicílios urbanos em vias públicas com urbanização adequada (presença de bueiro, calçada, pavimentação e meio-fio). O bioma é de mata atlântica.

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