Teve início hoje (5) a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite para crianças de até cinco anos e, ao mesmo tempo, a multivacinação, oportunidade para que todas as crianças e adolescentes menores de 15 anos, não vacinados ou com esquemas incompletos de qualquer vacina, possam fazer a atualização.
A mobilização prossegue até o dia 30 de outubro e os órgãos de saúde alertam que a população deve procurar o serviço mesmo com a pandemia de covid-19, pois a vacina é de extrema importância para manter as crianças imunes à doença. No dia 17, a imunização será reforçada com o ‘Dia D’. Na ocasião, que será um sábado, as UBS’s estarão abertas das 8h às 17h.
Erechim
Em Erechim, a expectativa é vacinar cerca de 4.800 crianças. Conforme a Secretaria de Saúde, o município recebeu mais de 15 mil doses (de todas as vacinas). A enfermeira, coordenadora do setor, Fernanda Nonemacher, destaca que as equipes esperam retomar o serviço de vacinação com maior efetividade. “Desde o início da pandemia houve uma queda bastante acentuada e isso impacta diretamente nos indicadores de cobertura vacinal. Vale ressaltar que os profissionais seguem todos os cuidados e medidas sanitárias para prevenção ao novo coronavírus, entre as quais destaca-se o distanciamento social nas unidades, uso de máscara e álcool em gel. Sendo assim, os pais não precisam ficar com medo ou receio de levar os pequenos para imunizar”, reforça.
Fernanda frisa, ainda, o alerta à todas as famílias, para que apenas uma pessoa leve a criança para vacinar. “Reiteramos, também, a importância de não deixar para a última hora, evitando aglomerações”, acrescenta.
Para fazer a atualização da caderneta, basta procurar a Unidade Básica de Saúde correspondente. A UBS Centro fica aberta das 8h30 até 18h30, sem fechar ao meio dia.
“É essencial levar a carteirinha para fazer o registro de vacinação. A Pólio é uma doença que tem chances de retornar, e, do mesmo modo, além da covid-19, outras doenças permanecem. Diante disso, a melhor ação é prevenir”, enfatiza.
Atenção
No público-alvo da campanha contra a poliomielite estão crianças menores de cinco anos de idade, com estratégias diferenciadas para crianças com até 1 ano incompleto e para aquelas na faixa etária de 1 a 4 anos. A depender do esquema vacinal registrado na caderneta, a criança poderá receber a Vacina Oral Poliomielite (VOP), como dose de reforço ou dose extra, ou a Vacina Inativada Poliomielite (VIP), como dose de rotina.
A estimativa do Ministério da Saúde é que haja no país 11,2 milhões de crianças nessa faixa etária. A meta é imunizar 95% desse público.
Sobre a Poliomielite
A Poliomielite, também chamada de pólio ou paralisia infantil, é uma doença contagiosa aguda causada pelo poliovírus, que pode infectar crianças e adultos e, em casos graves, pode levar a paralisias musculares, em geral nos membros inferiores, ou até mesmo à morte. A vacinação é a única forma de prevenção.
A falta de saneamento, as más condições habitacionais e a higiene pessoal precária são fatores que favorecem a transmissão do poliovírus, por meio do contato direto com fezes ou com secreções eliminadas pela boca das pessoas doentes.
Não existe tratamento específico para a poliomielite, todas as pessoas contaminadas devem ser hospitalizadas, recebendo tratamento dos sintomas de acordo com o quadro clínico. Entre os sintomas mais frequentes estão febre, dor de cabeça e no corpo, vômitos, espasmos e rigidez na nuca. Na forma paralítica ocorre a súbita deficiência motora, acompanhada de febre, flacidez e assimetria muscular e persistência de paralisia residual (sequela) após 60 dias do início da doença.
As sequelas são tratadas por meio de fisioterapia e de exercícios que ajudam a desenvolver a força dos músculos afetados. Além disso, pode ser indicado o uso de medicamentos para aliviar as dores musculares e das articulações.
Desde 2016, o esquema vacinal contra a poliomielite passou a ser de três doses da vacina injetável (VIP, aos 2, 4 e 6 meses) e mais as doses de reforço com a vacina oral bivalente (VOP, gotinha). A medida está de acordo com a orientação da Organização Mundial da Saúde e faz parte do processo de erradicação mundial da pólio. Essa vacinação propicia imunidade individual e aumenta a imunidade de grupo na população em geral.