21°C
Erechim,RS
Previsão completa
0°C
Erechim,RS
Previsão completa

Publicidade

Saúde

SUS mudou a maneira de fazer saúde, para melhor

No dia 19 de setembro se comemorou os 30 anos de sua criação. Sistema é considerado um dos maiores do mundo

teste
Radioterapia
Hemodiálise
Diagnóstico por imagem
Equipamento RXT aquisição recente do Santa de R$ 500 mil
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Divulgação Fundação Hospitalar Santa Terezinha

É difícil achar quem nunca precisou do Sistema Único de Saúde, que no dia 19 de setembro comemorou 30 anos de criação. O SUS é considerado um dos maiores sistemas de saúde pública do mundo, e o seu objetivo é oferecer à população acesso integral, universal e gratuito à saúde, segundo o Ministério da Saúde. Nem tudo, porém, é perfeito, existem desafios e problemas, mas ao longo desses anos o SUS se aperfeiçoou e continua sendo referência no atendimento médico aos brasileiros. E, a pandemia do novo coronavírus (covid-19) mostrou isso claramente.

Santa Terezinha

Segundo o diretor executivo da Fundação Hospitalar Santa Terezinha, Hélio Bianchi, o Santa faz parte de uma estrutura de prestadores de serviços ao SUS, que é considerado modelo no Estado. “Somos umas das regiões mais bem organizadas, referência dos pacientes do Sistema Único de Saúde. Ao longo desses 30 anos houve um crescimento e uma organização muito grande da hierarquia desse sistema, com a definição do que é atenção básica e sistema hospitalar de baixa e alta complexidade, por exemplo”, diz. E, acrescenta, “neste período houve significativa evolução no sentido de melhor atender a população, e o hospital se estruturou dentro disso”.

Transformação

Segundo Hélio, desde 1994, quando o Santa Terezinha foi desapropriado e se integrou mais, definitivamente, no SUS, por ser um hospital público, ele teve que se desenvolver. Assim, houveram muitos desafios na questão de aumento de leitos; busca das complexidades para atendimento da população da região, pra que se pudesse atender mais especialidades possíveis, sem o cidadão ter que se deslocar da região. Ao longo dos anos, o Hospital Santa Terezinha fez muito bem essa tarefa”, afirma.

Especialidades

Conforme o diretor executivo do Santa, o hospital nesse processo agregou o tratamento do câncer, que funciona desde os anos de 1990, envolvendo quimioterapia, radioterapia e cirurgia oncológica. Assim como a hemodiálise, que é um serviço também de alta complexidade.  

Ele explica que neste contexto ocorreu um aumento no número de leitos, e, mais recentemente, ampliação da área física da Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) para atender toda a demanda. “Já que atendemos a 11ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), a 15ª CRS e a 19ª CRS, no tratamento do câncer, totalizando 85 municípios do Estado”, diz.

Há uns dois anos, ele lembra que foi realizada a instalação do serviço de radioterapia do próprio hospital, que antes era prestado por terceiros.

Diagnóstico

“Houve crescimento na área de diagnóstico, por exemplo, com instalação de tomografia, na parte de ambulatório, exames laboratoriais. O Santa Terezinha tem hoje o melhor laboratório de análises clínicas da região, e prima muito pela tecnologia com as melhores práticas nesta área”, afirma.

Profissionais 

Segundo Hélio, o hospital ampliou o número de profissionais dentro do sistema de saúde, com técnicos de enfermagem qualificados, enfermeiros e enfermeiras. “Na nossa região estamos muito bem servidos de profissionais médicos que abrangem enorme quantidade de especialidades”, observa.

Construção

“Tudo isso foi uma construção ao longo desses 30 anos. Não deixamos a desejar a nenhum outro hospital do Rio Grande do Sul em termos daquilo que é designado para ser feito. Prestamos serviços com competência, com profissionais qualificados, estrutura física e equipamentos com a melhor tecnologia. Mas também temos, ainda, muitos desafios a serem vencidos”, comenta.

Dificuldades 

“O que está ruim no Sistema Único de Saúde e, que ao longo do tempo não funciona, é a questão do financiamento. Se presta um serviço de saúde da melhor qualidade possível, mas não se é remunerado por esse serviço. Há uma deficiência enorme na parte do financiamento”, destaca.

Na sua avaliação, o SUS é sim o melhor sistema de saúde do mundo. “Mas quando se fala em dinheiro tem um dos piores financiamentos que não se consegue virar o mês sem déficit”, diz.

11ª CRS

Para o coordenador da 11ª Coordenadoria Regional de Saúde, Fábio Fantin, o Sistema Único de Saúde transformou esse serviço no país, porque cerca de 85% da população brasileira utiliza esse sistema. “Sem o SUS muitas pessoas deixariam de ter atendimento médico, iriam ter que procurar o setor privado e não teriam condições de pagar esse serviço”, explica.

Segundo Fábio, a instalação do SUS trouxe muitos benefícios e se tornou um requisito essencial da população brasileira, e se não tivesse a maioria das pessoas ficariam desassistidas e muitas vidas seriam perdidas.      

Política pública

O SUS foi criado pela Lei 8080/1990 que proporcionou e garantiu o direito universal à saúde como dever do Estado.

Histórico

Conforme o Ministério da Saúde, o sistema público de saúde no Brasil antes de 1988 atendia quem contribuía para a Previdência Social. A saúde era centralizada e de responsabilidade federal, sem a participação dos usuários. A população que poderia usar recebia apenas o serviço de assistência médico-hospitalar. Antes da implementação do SUS, saúde era vista como ausência de doenças. Na época, cerca de 30 milhões de pessoas tinham acesso aos serviços hospitalares. As pessoas que não tinham dinheiro dependiam da caridade e da filantropia.

Mais que assistência médico-hospitalar

De acordo com o Ministério da Saúde, o SUS não é apenas assistência médico-hospitalar, mas ele também desenvolve, nas cidades, no interior, nas fronteiras, portos e aeroportos, outras ações importantes. “Realiza vigilância permanente nas condições sanitárias, no saneamento, nos ambientes, na segurança do trabalho, na higiene dos estabelecimentos e serviços. Regula o registro de medicamentos, insumos e equipamentos, controla a qualidade dos alimentos e sua manipulação. Normaliza serviços e define padrões para garantir maior proteção à saúde”, observa.

Leia também

Publicidade

Blog dos Colunistas

;