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Saúde

Bons hábitos refletem no bem-estar e saúde do coração

Orientação é do cardiologista de Erechim, Paulo Roberto Medeiros Jaskulski, que reforça a importância das caminhadas, alimentação saudável e cuidado da mente

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Caminhadas são essenciais, sendo que, a cada 10 pessoas, apenas três aderem à prática e, destas, dua
Por Izabel Seehaber
Foto Divulgação

Nesta terça-feira (29) é celebrado o Dia Mundial do Coração. A data tem o propósito essencial de promover a conscientização sobre os problemas cardiovasculares, fatores de risco, além de incentivar a sociedade a ter hábitos mais saudáveis, o que pode contribuir para evitar várias complicações.

O médico cardiologista de Erechim, Paulo Roberto Medeiros Jaskulski, destaca que a ‘palavra-chave’ da saúde do coração é a prevenção. “Nesse contexto, é essencial manter bons hábitos que iniciam com exercícios (caminhadas em torno de 30 minutos por dia – pode ser 15 minutos pela manhã e 15 à tarde), com calçado e roupa confortável, de preferência em áreas planas. O importante dos resultados é que eles serão observados a longo prazo e o essencial é a adesão à caminhada. Se for feita pela manhã, considerando aspectos hormonais e o ritmo circadiano, o organismo será mais exigido”, alerta o especialista, citando, ainda, que a cada 10 pessoas, apenas três praticam exercícios e, destas, duas são mulheres.

O cuidado da mente é outro fator imprescindível e deve ser observado sempre. “Costumo dizer que a nossa cabeça nos leva para onde quisermos. Por isso, o ideal é sermos pessoas tranquilas, evitando situações de stress muito fortes. Às vezes é necessário uso de medicamento, mas quanto menos, melhor”, enfatiza o médico.

Dr. Paulo Roberto salienta que, diante da pandemia, a maioria das pessoas está mais estressada. São mudanças expressivas na rotina que interferem, inclusive, na alimentação. “Devemos nos alimentar com qualidade, seguir uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, procurar adequar o tempo para as refeições e se alimentar com calma. Isso tudo faz a diferença”, ressalta.

A prevenção deve iniciar cedo. “Na juventude muitas vezes há o pensamento de que estamos isentos e imunes aos problemas de coração. No entanto, não é bem assim. Um exemplo é que, quando o homem tem mais de 35 anos e a mulher, acima de 40 anos, se quiser fazer um grande esforço, é necessário fazer um exame prévio, que pode ser o teste ergométrico, para ver se pode realmente pode realizar essa prática. Por outro lado, caminhar e fazer exercícios supervisionados na academia, não têm contraindicações”, reitera.

De olho aos sinais

Muitas pessoas costumam dizer que o coração não dói. Contudo, o cardiologista orienta que há uma dor que refere-se à área cardíaca: a angina. “Trata-se de forte dor torácica causada pela falta de oxigênio no coração. Geralmente é como se houvesse uma pressão no peito e normalmente é desencadeada após esforços. Ao contrário do que muitas pessoas acham, é uma sensação de curta duração (de 10 a 20 minutos). Quando passa desse tempo, pode ser um infarto”, assinala.

Nesse contexto, pode haver os equivalentes isquêmicos. “Não é dor mas pode estar relacionado com algum problema cardíaco, principalmente quando o paciente tenta fazer as atividades normais e apresenta um cansaço excessivo”, comenta o médico de Erechim.

Equilíbrio

Em meio a todas as observações, é fundamental estar com os fatores de risco controlados. Um deles é a pressão que deve ficar abaixo dos 140x90 e o ideal é 120x80. “As diretrizes dos americanos dizem que tudo que estiver acima de 120x80 e abaixo de 140x90 seria um estado pré-hipertensivo. Sendo assim, o esperado é sempre uma pressão que esteja 12x8. O indivíduo que apresentar essa pressão deve entender que está muito bom mas deve continuar com as medidas preventivas para tentar evitar o uso de remédio”, frisa Dr. Paulo Roberto.

Do mesmo modo, um hábito importante é fazer exames de rotina (pelo menos uma vez por ano) e eles precisam estar dentro das metas, quer dizer: diabetes abaixo de 100; colesterol total abaixo de 190; o colesterol bom: homens (acima de 40) e mulheres (acima de 50); triglicerídeos abaixo de 150; e ácido úrico em torno de seis mg/dL.

Atenção

O Cardiômetro - indicador do número de mortes por doenças cardiovasculares criado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) - mostra que de janeiro a setembro deste ano, mais de 292 mil pessoas morreram por problemas cardíacos no Brasil. Outros dados da SBC informam que, com a pandemia, a procura por atendimento médico diminuiu, o que fez com que o Brasil apresentasse aumento de 50% de mortes por doenças cardíacas em relação ao mesmo período do ano passado.

Ao mesmo tempo, o Ministério da Saúde aponta que, desde 2013, os episódios de infarto entre adultos com até 30 anos subiram 13%. O estresse repentino, que é tido como a causa de cerca de 15% dos casos de infarto, por provocar o fechamento de uma artéria coronária, também não “escolhe” idade.

 

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