Nesta semana, um novo gráfico produzido pelo Comitê Regional de Atenção ao Coronavírus da Associação de Municípios do Alto Uruguai (Amau), sinaliza para a situação de casos ativos. Atualmente a R16 está com um baixo número, na ordem de 132, entre os 34 municípios (aproximadamente 240 mil habitantes).
Num comparativo com o boletim anterior (18/09), houve uma diminuição de 36 casos. “Verificamos pelos nossos indicadores que ocorreu uma diminuição e isso é extremamente positivo. A diminuição de casos ativos significa que a taxa de recuperação está ascendente (95,61%), e no período avaliado correu menos casos confirmados em comparação aos casos recuperados”, pontua o integrante do Comitê Regional, Jackson Arpini.
Outro dado relevante a ser observado, cita Arpini, é que quanto menor o número de casos ativos, menores são as possibilidades de internações hospitalares, tanto em leitos clínicos como de UTI, e esse dado é verificado com muito critério pelo Distanciamento Controlado/RS.
Em observação ao gráfico, foi constatado, ainda, que no período de 14/05 a 21/09, os casos ativos oscilaram de 39 até 543. “Neste momento, a curva começa a dar sinais de decréscimo, porém não significa dizer que vencemos o coronavírus e nem a epidemia a nível regional”, argumenta Arpini.
Desde o dia 26/08 as avaliações apontam para números menores de casos ativos, passando de 303 para 132, numa sinalização que a incidência de novos casos começa a diminuir, numa redução de 56,43%. “Precisamos manter latente a nossa linha de atuação regional, com ações integradas e articuladas. Apesar de números positivos, não podemos relaxar nesse momento em que estamos avançando no enfrentamento da epidemia do novo coronavírus. Muito pelo contrário, necessitamos estar atentos e vigilantes, porque quando se trata da covid-19, surpresas podem surgir no horizonte. Para tanto as medidas de prevenção são as nossas melhores armas de enfrentamento”, ressalta o membro do Comitê.
Mais sobre a Plataforma
O Comitê Regional tendo em vista a publicação do Decreto nº 55.453/2020 que trata sobre a cogestão, implantou uma ferramenta de avaliação denominada Plataforma Regional de Monitoramento (PRM).
O suporte permite sistematizar inúmeros indicadores da Região 16 e serve como subsídio técnico para orientar ou não a adoção da cogestão, bem como para avaliar a evolução da epidemia em âmbito regional.
A base de dados da plataforma utiliza dados oriundos das secretarias de saúde, hospitais regionais, hospitais com alas Covid, e também do próprio Sistema de Distanciamento Controlado/RS, o que possibilita a realização de paralelos que verificam a velocidade, estágio e incidência da epidemia e a capacidade instalada da estrutura hospitalar.
Secretário alerta para riscos de adquirir a doença por mais de uma vez
Na avaliação preliminar referente aos resultados da 2ª etapa do Testa Erechim, foi observado em torno de 4% de resultados positivos, enquanto na 1ª etapa, em julho, o percentual chegou a 17,9%.
Em meio ao atual cenário da pandemia, o secretário municipal de Saúde, Dércio Nonemacher, sinaliza que há duas principais preocupações: a primeira se refere à perda da imunidade após a recuperação da covid-19. “Muitas pessoas acreditam que, se já passaram pela doença, não tem mais risco, no entanto, se não tiver os anticorpos, elas podem adquirir novamente. No município ainda não há casos confirmados desse tipo de situação, porém, existe a possibilidade”, alerta.
Em segundo lugar, Dércio provoca um questionamento em relação a uma possível vacina: “Todos aguardam ansiosamente pela imunização, mas será que ela vai oferecer uma resistência imunológica por mais tempo ou será algo que irá durar por alguns meses? São perguntas que ficam no ar. Em paralelo, da forma que o vírus está se comportando, é possível ocorrer mutações e isso é altamente preocupante”, acrescenta o secretário, citando os exemplos da Inglaterra, Portugal e Espanha que enfrentam a segunda onda da doença, com vários casos.
A equipe técnica irá aguardar a estratificação dos dados do ‘Testa Erechim’, na totalidade, para definir novas estratégias. “Vale o alerta à população, para que siga os cuidados preventivos de forma permanente, caso contrário, poderemos ter muitas pessoas com complicações severas a partir da covid-19”, reitera.