21°C
Erechim,RS
Previsão completa
0°C
Erechim,RS
Previsão completa

Publicidade

Saúde

Impactos emocionais em educadores e alunos: reflexos a longo prazo

teste
Uma das dicas é fazer uma espécie de cronograma das atividades que pretende desenvolver durante o di
Por Izabel Seehaber
Foto Divulgação

Tempos de pandemia e no foco principal dos debates em relação à saúde, estão os cuidados intensificados com a higiene e seguimento de todos os protocolos que amenizem os riscos de contágio pelo novo coronavírus.

Em paralelo a isso tudo, o que também é essencial para a qualidade de vida é o bem estar da saúde mental. Para tanto, a busca do denominado ‘equilíbrio’, nem sempre é algo fácil de ser conquistado.

Quando esse assunto está relacionado ao contexto escolar, por exemplo, alguns aspectos merecem uma atenção ainda mais específica, afinal, em meio a uma rotina tão diferenciada, novos desafios foram impostos. Diante disso, a você educador, vale a reflexão: já parou para pensar como está sua saúde emocional?

Várias são as incertezas que pairam sobre o retorno presencial, mudanças no planejamento das aulas e atividades, plataforma de ensino à distância, medo de contrair o vírus, necessidade de tempo para lidar com os afazeres de casa. Essas são as principais dúvidas e angústias que cercam a mente dos profissionais.

A psicóloga e especialista em Psicopedagogia, Débora Cidade, reforça que as mudanças na rotina (tanto de educadores como de alunos), e o fato de ter que acompanhar as atividades em determinados horários e cumprir todos os prazos à distância, é algo que representa algumas dificuldades e, por sua vez, são fatores que levam ao stress e à ansiedade. “São novidades que foram impostas repentinamente, com obrigações extras, sendo que, no caso dos professores, outro anseio é buscar a interação dos estudantes, mesmo em aulas pelo sistema remoto, em salas on-line. Para tanto, são utilizadas várias alternativas para inovar o sistema de aprendizagem”, comenta a psicóloga.

Reflexos no pós-pandemia

Aos professores, os trabalhos multiplicaram. No entanto, além de todos os compromissos com o exercício da profissão que escolheram, outra “missão” diária é conciliar a rotina com os trabalhos de casa, cuidado de si e atenção aos familiares. Tantas obrigações que podem gerar desequilíbrio da saúde emocional, tanto nessa fase como também, no futuro. “Acredito que, caso não forem observados alguns cuidados específicos, muitos profissionais poderão sentir efeitos, mesmo após a pandemia. É muito complicado, pois há várias funções que prosseguem, inclusive, nos fins de semana e, essa ansiedade pode continuar após esse período”, alerta.

Dica fundamental: crie limites

Débora explica a importância de impor limites na rotina de trabalho. Um exemplo disso é determinar horários para atender as pessoas (seja alunos, pais ou outras pessoas que queiram esclarecer dúvidas ou fazer solicitações). “Vivemos em uma sociedade do “imediatismo”, que todos desejam retorno no “agora”. No entanto é preciso, sempre, exercitar a empatia, reconhecer os limites de cada pessoa e a necessidade de organização do tempo”, destaca.

Segundo a especialista, uma dica é colocar a informação no próprio status no What’App, por exemplo, ou responder com uma mensagem simples de que: “assim que possível, retorno o contato”; ou comunicar um horário específico de atendimento. “Não podemos nos tornar “escravos” de tal situação ou das tecnologias. Sendo assim, vale reiterar a importância essencial de determinar horários específicos para atividades diferentes”, reforça, citando como é essencial o tempo para relaxar, caminhar no próprio pátio durante 15 minutos, sair um pouco no sol e procurar ser, sempre, positivo.  “Tudo isso faz diferença. Percebemos que muitas pessoas estão com baixa autoestima e isso deve ser observado. Outra questão importante é fazer uma lista com as atividades que pretende desenvolver durante o dia”, orienta a psicóloga.

Ajuda mútua

Ao pensar na possibilidade de retorno às salas de aula, Débora assinala que será preciso muita paciência e respeito entre todos os integrantes da comunidade escolar. “Como será um momento diferente, exigirá a adaptação de todos, a colaboração e o sentimento de se colocar no lugar do próximo, o que é imprescindível”, frisa.

Como suporte aos educadores nesses tempos difíceis de pandemia, Débora cita, também, a possibilidade de algum tipo de terapia. “Nessa fase, vários psicólogos realizam atendimento on-line. Só o fato de ter alguém para ouvir os desabafos, é bem válido. Outra técnica é a meditação e, ainda, a dedicação à um hobby, como cozinhar, por exemplo. O que importa é fazer algo que possa intercalar esses momentos de trabalho com lazer”, salienta.

 

Leia também

Publicidade

Blog dos Colunistas

;