Desde que o governo passou a divulgar um mapa preliminar do Distanciamento Controlado, a partir da criação de uma instância recursiva, há três meses, o Rio Grande do Sul não apresentava um número tão baixo de bandeiras vermelhas – que correspondem a alto risco epidemiológico de coronavírus.
A região de Erechim, que, pelo governo estadual ficou a semana passada em bandeira vermelha (laranja pela cogestão), recebeu hoje (18) a indicação conforme os protocolos de médio risco de contágio pelo novo coronavírus.
O prefeito, Luiz Francisco Schmidt, ressaltou que a avaliação da cor da bandeira tem importância secundária. "Nossa preocupação é com a preservação da vida e, nesse sentido, o serviço dos profissionais da saúde tem sido exemplar e também a proteção divina tem auxiliado muito. Nesta semana reduziram as internações e também a velocidade de contágio. Que o Criador continue a proteger nossa cidade e região", destacou Schmidt.
O integrante do comitê da Associação de Municípios do Alto Uruguai, Jackson Arpini, reforçou que o grupo estava otimista. "Monitoramos os indicadores toda a semana, passo a passo, e verificamos uma melhora significativa no número de óbitos, internações hospitalares, em especial de leitos clínicos, além da diminuição de casos ativos e melhora na taxa de recuperação", pontuou, frisando que é preciso manter firme as ações de prevenção.
Além da R16, outras 16 regiões estão classificadas em cor laranja. Nenhuma aparece em risco baixo (bandeira amarela) – a última vez foi na oitava rodada, em 26 de junho, ou altíssimo (preta) – não registrado até hoje.
Cinco bandeiras vermelhas estão concentradas nas regiões Metropolitana e Missioneira – mesmo número da sétima rodada, quando o governo passou a aceitar pedidos de reconsideração antes de anunciar o mapa semanal vigente.
Houve avanços nos indicadores de propagação da doença e de capacidade de atendimento na última semana. Entre os destaques, está a queda de 3% em internações por covid-19 tanto nos leitos clínicos (de 803 para 778) quanto de UTI (713 para 693).
O número de óbitos pela doença apresentou leve queda, sendo considerado estável, entre as duas últimas quintas-feiras (de 340 para 338). O número de casos ativos aumentou 7% (de 10.066 para 10.793).
Regiões em cogestão
Entre as regiões classificadas com bandeira vermelha, estão Porto Alegre, a única que permanece, e Novo Hamburgo, Guaíba, Santo Ângelo e Cruz Alta, que estavam na laranja.
Dessas, apenas Guaíba não aderiu ao sistema de cogestão do Distanciamento Controlado. As outras quatro fazem parte do total de 17 regiões que estão adotando protocolos alternativos às bandeiras calculadas pelo governo – Capão da Canoa, Taquara, Canoas, Ijuí, Santa Rosa, Palmeira das Missões, Erechim, Passo Fundo, Pelotas, Caxias do Sul, Cachoeira do Sul, Santa Cruz do Sul e Lajeado.
Alertas
Chamou a atenção da equipe que monitora o modelo, o elevado crescimento nas hospitalizações por covid-19 em 10 regiões: Cachoeira do Sul (133,3%), Cruz Alta (83,3%), Uruguaiana (50%), Ijuí (41,7%), Novo Hamburgo (40,4%), Lajeado (31,8%), Santa Rosa (23,1%), Santo Ângelo (22,9%), Pelotas (21,6%) e Taquara (21,4%).
Regiões que apresentaram melhora
VERMELHA > LARANJA
- Santa Maria
- Palmeira das Missões (em cogestão)
- Erechim (em cogestão)
- Passo Fundo (em cogestão)
Regiões que apresentaram piora (4):
LARANJA > VERMELHA
- Novo Hamburgo (em cogestão)
- Guaíba
- Santo Ângelo (em cogestão)
- Cruz Alta (em cogestão)
Regiões que permaneceram iguais
VERMELHA
- Porto Alegre (em cogestão)
LARANJA
- Uruguaiana
- Capão da Canoa (em cogestão)
- Taquara (em cogestão)
- Canoas (em cogestão)
- Ijuí (em cogestão)
- Santa Rosa (em cogestão)
- Pelotas (em cogestão)
- Bagé
- Caxias do Sul (em cogestão)
- Cachoeira do Sul (em cogestão)
- Santa Cruz do Sul (em cogestão)
- Lajeado (em cogestão)