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Saúde

Região de Erechim recebe nova indicação de bandeira vermelha

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Por Izabel Seehaber/ Com informações Governo RS
Foto Divulgação/ Governo RS

O modelo de Distanciamento Controlado proposto pelo Governo do Estado chega à 19ª rodada. O mapa preliminar, divulgado a pouco, traz sete regiões em bandeira vermelha (risco epidemiológico alto para covid-19), incluindo Erechim. 

Conforme o Comitê de Crise do Estado, os indicadores apontaram piora em Erechim, Porto Alegre, Palmeira das Missões, Santa Maria, Guaíba, Passo Fundo e Caxias do Sul.

Avaliação do Comitê 

De acordo com a equipe técnica do governo estadual: "com relação a velocidade do avanço, o indicador de hospitalizações registradas para covid-19 nos últimos sete dias obteve bandeira amarela. Entre as duas semanas, a região apresentou uma estabilização com relação à semana anterior, aumento de 4% nos seus registros, passando de 28 para 29 hospitalizações na semana. Para o estágio da evolução, o indicador de ativos na última semana sobre os recuperados nos 50 dias anteriores ao início da semana obteve melhora no valor, porém ainda com mensuração de bandeira laranja.
No caso dos indicadores de incidência de novos casos sobre a população, a região manteve a situação agravada no caso dos registros de hospitalizações por covid-19 para cada 100 mil habitantes, permanecendo na bandeira preta. No caso do indicador de projeção de óbitos, a região novamente piorou, alcançado a bandeira vermelha. Para hospitalizações sobre 100 mil habitantes, o indicador passou de 11,66 para 12,08. No indicador de projeção de óbitos, a situação da bandeira passou para vermelha, já que foram registrados quatro óbitos por covid-19 na última semana".

O integrante do Comitê Regional da Associação de Municípios do Alto Uruguai (Amau), Jackson Arpini, destacou que a região ficou com uma média ponderada de 1,96, acima do ponto de corte de uma bandeira para outra, de 0,46. "Considerando que pela metodologia do Estado 1,50 é risco médio, portanto bandeira laranja. No entanto, melhoramos em alguns indicadores e pioramos em outros, o que comprometeu a média ponderada. Vamos analisar os indicadores para ver a possibilidade de apresentar recurso, tendo em vista o decreto 55435, que versa sobre a cogestão", afirmou Arpini, citando que o fator que mais pesou nessa avaliação foi o aumento das internações em leitos de UTI, o que se aplica igualmente para a macrorregião, sendo que as regiões de Palmeira das Missões e Passo Fundo também ficaram classificadas como alto risco.

O prefeito de Erechim, Luiz Francisco Schmidt, frisou que o único jeito possível de melhorar esse cenário é intensificando a proteção. "E isso não estamos fazendo. Os protocolos preconizados pela Saúde precisam ser cumpridos. Se continuarmos a brincar de viver, vamos chegar às mortes e à bandeira preta. Com uma doença que desconhecemos não temos o direito de brincar. Todo o cuidado é necessário. É gesto de amor ao próximo protegê-lo e, assim, nos proteger. Vamos continuar a seguir a orientação dos profissionais. Quando todo o estado está melhorando nós estamos piorando. Lamentável sim, porém verdadeiro. Não são os decretos que moldam nossas vidas, somos nós que as moldamos. Se cumprirmos com a nossa parte, logo estaremos livres dessa doença", reiterou.

No Estado

Em todo o Rio Grande do Sul, houve queda em alguns indicadores, como hospitalizações (-7%) e internados em leitos clínicos (-14%). Ocorreu também estabilização no número de leitos livres.

Como houve um aumento dos pacientes internados por outros motivos, a razão de leitos livres para cada ocupado por covid-19 apresentou leve queda, mantendo-se abaixo de um leito livre para cada ocupado, o que exige cautela para não permitir novas acelerações no número de internações pela doença no Estado.

Cogestão

Desde a 14ª rodada está vigente o modelo de cogestão, no qual as regiões Covid podem adotar protocolos menos restritivos à bandeira na qual estão classificados, mas no mínimo iguais à bandeira anterior. Para tanto, precisam elaborar planos estruturados próprios aprovados por no mínimo dois terços dos prefeitos e avalizados por uma equipe técnica. Das sete regiões em vermelho, somente Santa Maria e Guaíba não apresentaram um protocolo próprio de cogestão.

Até as 18h desta sexta-feira (11), 17 regiões haviam aderido à cogestão: Capão da Canoa, Taquara, Novo Hamburgo, Canoas, Porto Alegre, Santo Ângelo, Cruz Alta, Ijuí, Santa Rosa, Palmeira das Missões, Passo Fundo, Pelotas, Caxias do Sul, Cachoeira do Sul, Santa Cruz do Sul, Lajeado e Erechim.

Os documentos devem ser encaminhados para o Gabinete de Crise exclusivamente via formulário eletrônico, com no mínimo 48 horas de antecedência do início da vigência do plano.

O pedido de reconsideração à classificação da bandeira, que pode ser feito via associação regional ou pelo próprio município, também deverá ser encaminhado exclusivamente por meio de formulário eletrônico, no prazo máximo de 36 horas após a divulgação do mapa preliminar – ou seja, até as 6h de domingo (13).

Mapa definitivo

A adoção de protocolos alternativos não altera as cores do mapa definitivo, que será divulgado após análise dos recursos pelo Gabinete de Crise, na tarde de segunda-feira (14), por meio de notícia publicada no site do governo do Estado. A vigência das bandeiras da 19ª rodada começa à 0h de terça-feira (15) e se encerra às 23h59 de segunda-feira (21).

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