21°C
Erechim,RS
Previsão completa
0°C
Erechim,RS
Previsão completa

Publicidade

Saúde

Doação de órgãos: Vamos falar sobre o assunto?

teste
Em outros anos, os profissionais promoveram palestras em escolas e outras instituições
Por Izabel Seehaber
Foto Divulgação

Setembro foi escolhido como o mês em que a campanha pela doação de órgãos é intensificada no Brasil. O objetivo desse trabalho de conscientização é ajudar milhares de pessoas que aguardam na fila de transplante.

Na Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim, as ações são permanentes. A psicóloga, Luana Gasparetto Fontanella, relata que a equipe de profissionais tenta conversar sobre o assunto com a população. “Esse ano é atípico, em razão da pandemia, mas sempre promovíamos palestras em escolas, empresas e outras instituições. Acreditamos que esse trabalho deve ser desenvolvido durante todo o ano. Com os próprios colaboradores, sempre fizemos uma integração e explanamos sobre essa causa”, destaca.

Luana salienta, contudo, que ainda há muitos desafios em torno da questão de doação de órgãos. “Cada vez que é publicada uma matéria ou uma novela aborda o assunto, sabemos, pela Central de Transplantes, que aumenta o número de doadores. Por isso, é muito importante falar sobre isso”, reforça.

Avise seus familiares

De acordo com a psicóloga, em meio às atividades que integram a campanha, sempre é perguntado o que a pessoa sabe sobre doação de órgãos; se já pensou sobre o assunto e são concedidas explicações sobre como é o processo, quem pode doar, entre outras informações. “Há muitas dúvidas e sempre orientamos que, caso alguém tenha esse desejo, que avise seus familiares e amigos, enfim, comunique o maior número de pessoas que puder”, ressalta, citando que “existem mitos sobre a doação de órgãos e sempre reforçamos que é um protocolo muito seguro”.

Como o momento da família decidir é muito delicado e de sofrimento, se a pessoa já comentou em casa, por exemplo, sobre essa vontade de ser doador, é algo que pode ajudar a família a ficar mais serena para a decisão. “Sempre procuramos conversar sobre essa oportunidade de uma maneira bem clara, transparente, respeitando o momento da família”, reitera Luana.

Do mesmo modo, a psicóloga comenta que a maioria das pessoas não costuma pensar que um dia poderá precisar de um órgão. “No entanto, sempre falamos que é muito mais fácil estarmos na lista de espera do que nos tornarmos um doador. Diante disso, procuramos possibilitar que as pessoas reflitam e comentem sobre isso. Hoje são mais de 40 mil pessoas na lista de espera e no Brasil, até agora, foram feitos 3.500 transplantes. Se pudermos ter esse gesto de amor e doar o órgão, é algo que pode ser confortante – de acordo com relatos de muitas famílias”, acrescenta.

Conscientizar

No próximo dia 24 será feita uma atividade em frente ao hospital Santa Terezinha para chamar a atenção sobre o tema. “As pessoas que passarem pelo hospital receberão um folder e poderão esclarecer as dúvidas, sempre mantendo os protocolos de segurança”, frisa.

Poderes do Estado se mobilizam na causa

* Com informações – Governo RS

Difundir a importância da doação de órgãos e tecidos e estimular as famílias a conversarem sobre o tema são objetivos da campanha ‘De Setembro a Setembro’. Para atingir um maior número de pessoas, a Central de Transplantes do Rio Grande do Sul pediu apoio de diversos órgãos públicos ou representativos para se unirem à causa e ajudarem a divulgar a campanha, não apenas em setembro, mas em todos os meses do ano. Em reunião na semana passada, estiveram presentes representantes dos poderes executivo, legislativo e judiciário do Estado.

A ideia, de acordo com a coordenadora da Central de Transplantes, Sandra Coccaro, é trabalhar a informação, desmistificar questões referentes à doação e sensibilizar a população por meio do diálogo. A campanha também busca qualificar o acolhimento aos familiares por parte das equipes que trabalham nas UTIs dos hospitais notificantes no processo de doação e transplantes.

Leia também

Publicidade

Blog dos Colunistas

;