21°C
Erechim,RS
Previsão completa
0°C
Erechim,RS
Previsão completa

Publicidade

Região

Município tem nome e população indígena

A população tem origem italiana, alemã e, predominantemente, indígena. O município tem a cidade alta e a cidade baixa

teste
Charrua baixa
Charrua alta
Por Redação
Foto Divulgação

O município de Charrua tem o nome de origem indígena. A palavra originária do tupi-guarani significa "instrumento de trabalho". Emancipado política e economicamente, o município é composto por terras férteis, com parte própria para mecanização de lavouras e outra montanhosa destinada ao reflorestamento e criação de gado. Além disso, a produção leiteira e a fruticultura são bem desenvolvidas na região, segundo informações da Prefeitura de Charrua na página da Internet.

A população tem origem italiana, alemã e, predominantemente, indígena. A cidade fica a 25 quilômetros de Sananduva e possui a mesma distância de Getúlio Vargas e fica a 13 quilômetros do município de origem, Tapejara. Charrua tem uma área indígena bastante populosa e autônoma.

Charrua conta com uma estrutura básica, com um salão comunitário, igrejas, escolas municipais, ginásio municipal, rodoviária, escolas de 2º grau, além de áreas de lazer e recreação. A partir de sua emancipação, a comunidade de Charrua buscou, cada vez mais, aprimorar o seu desenvolvimento nos planos habitacional e econômico.

Colonização

Após a Revolução Federalista de 1893 e o tráfego ferroviário se iniciou a colonização no RS. Os primeiros imigrantes a chegarem ao estado foram os alemães, estabelecendo-se próximo aos Rios do Sinos, Caí e Taquari. Logo após chegaram os italianos e se estabeleceram no Planalto Rio-Grandense. Com o aumento da densidade demográfica de tais regiões os imigrantes foram obrigados a buscar novos locais para morar.

Assim, os imigrantes chegaram na localidade no dia 7 de setembro dando a essas terras o nome, inicialmente, de Vila Sete de Setembro. Charrua foi distrito de Passo Fundo, após de Getúlio Vargas, na década de 1950 passou a ser distrito de Tapejara.

Nome

Tendo em vista a habitação indígena, descendentes da tribo Caingangue, mudou o nome de Vila Sete De Setembro para Charrua, que significa arado. Com o crescimento da economia do município, surge a necessidade da emancipação política administrativa. Diante deste fato forma-se a Comissão Pró-Emancipação de Charrua, apoiada pela Assembleia Legislativa do Estado.

Emancipação 

O plebiscito emancipatório ocorreu no dia 10 de novembro de 1991 com vitória para emancipação, sendo que em 20 de março de 1992 o governador do Estado, Alceu de Deus Collares, assinou a lei nº 9617, que criou o município de Charrua. No dia 1º de janeiro de 1993 foi instalada a administração no município.

População

O município atualmente conta com aproximadamente 3722 habitantes dos quais grande parte são indígenas. Está localizado na região do planalto rio-grandense pertencendo a microrregião de Erechim, essencialmente agrícola, faz limite com os municípios de Floriano Peixoto ao norte; Tapejara ao sul; Sananduva e Ibiaça ao leste e Sertão e Getúlio Vargas a oeste.

Escolas

Atualmente, o município conta com duas escolas municipais nucleadas, Escola Municipal Carmelina Baseggio e Osvaldo Cruz; e duas escolas estaduais Inglês de Souza na cidade e Fág Mág na comunidade indígena do Ligeiro.

Economia agrícola

A diversificação do setor agrícola proporciona a Charrua uma melhor possibilidade de desenvolvimento. Assim, o município tem incentivos e programas na área da agricultura, na bacia leiteira, patrulha agrícola, reflorestamento e saneamento básico rural. Isto é, 90% da economia gerada no município vem deste setor.

Ligação asfáltica

A reivindicação do asfalto para a ERS 475 veio da necessidade do município ter acesso asfáltico que traga benefícios para o desenvolvimento e integração entre as regiões do Alto Uruguai e nordeste do Estado. Há vários anos a comunidade luta por esta obra que traria benefício para o escoamento da produção agrícola e a instalação de empresas.

População         

Segundo o IBGE, a população de Charrua está estimada, dados de 2020, em 3.252 pessoas com uma densidade demográfica (2010) de 17,52 habitantes por quilômetro quadrado.

Trabalho e rendimento

Conforme o IBGE, o salário médio mensal dos trabalhadores formais em 2018 era de 2,6 salários mínimos. O pessoal ocupado (2018) era de 267 pessoas. A população ocupada (2018) era de 8,1%. E o percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo, dados de 2010, era de 31,7%. 

Educação

Segundo o IBGE, a taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade (2010) era de 89,6%. O IDEB – anos iniciais do ensino fundamental (Rede pública), 2017, não tem informações. O IDEB – anos finais do ensino fundamental (Rede pública), 2017, não tem informações. Matrículas no ensino fundamental (2018): 473 matrículas. Matrículas no ensino médio (2018): 81 matrículas. Docentes no ensino fundamental (2018): 35 docentes. Docentes no ensino médio (2018): 8 docentes.  Número de estabelecimentos de ensino fundamental (2018): 3 escolas. Número de estabelecimentos de ensino médio (2018): 1 escolas.

Economia           

O PIB per capita em 2017 era de R$ 20.331,28. O percentual das receitas oriundas de fontes externas (2015) era de 90,4%. O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), dados de 2010, era de 0,620 o que situa esse município na faixa de Desenvolvimento Humano Médio (IDHM entre 0,600 e 0,699). A dimensão que mais contribui para o IDHM do município é Longevidade, com índice de 0,885, seguida de Renda, com índice de 0,699, e de Educação, com índice de 0,385.

O total de receitas realizadas em 2017 foi de R$ 15.072,80 (×1000), e o total de despesas empenhadas em 2017 foi de R$ 12.085,12 (×1000).

Saúde  

Segundo o IBGE, a mortalidade infantil, óbitos por mil nascidos vivos, não tem informações. As internações por diarreia (2016) foram de 1,1 internações por mil habitantes. Dois estabelecimentos de saúde SUS em 2009.

Território e ambiente   

A área da unidade territorial em 2019 era de 198,748 km². O esgotamento sanitário adequado, dados de 2010, era de 47,3%; arborização de vias públicas em 2010 era de 99%. Urbanização de vias públicas em 2010 era de 43,5%. Bioma da mata Atlântica.

Leia também

Publicidade

Publicidade

Blog dos Colunistas

;