Um professor de Karatê que escolheu 2020 como o ano de retorno às competições. Sem imaginar as mudanças severas que a sociedade enfrentaria devido a pandemia do novo coronavírus, o getuliense e professor de karatê, Juliano César dos Santos Volinski, fez planos e deu continuidade aos projetos, mesmo com a necessidade de adaptações.
Após cinco anos mantendo o foco como professor, um de seus estímulos para voltar a participar de competições, foi o apreço que tem por elas. Contudo, outro propósito essencial, pontua Juliano, foi motivar os alunos e mostrar a importância de aprender a ganhar e a perder. “Na vida nem sempre saímos vencedores. É sempre de uma derrota que vem uma grande retomada e a vitória”, destaca.
Diferenciais com a pandemia
Desde março, várias competições vêm sendo realizadas. Contudo, diante da pandemia, o formato precisou ser adaptado e muitas etapas ocorreram de forma on-line. “Com a impossibilidade de eventos presenciais, foram feitas mudanças para os atletas não ficarem parados”, frisa.
De acordo com o getuliense, um dos diferenciais é a possibilidade de escolher o melhor kata (simulação de luta real, onde o praticante executa uma sequência de golpes e defesas pré determinada) e após encaminhar para avaliação. “Já participei de uma competição ao vivo, pelo Google Meet; também fui vice-campeão em uma competição internacional e em outra nacional. Em março participei da Copa Goshinkai em Sarandi. Esse foi o único campeonato presencial em 2020 e fiquei campeão em kata”, pontua, reforçando que a avaliação é a mesma do modo tradicional e a diferença é a possibilidade de regravar o vídeo.
Preparo que faz a diferença
Juliano participou, de 14 a 16 desse mês, da Copa das Confederações, na qual conquistou o primeiro lugar. Na categoria que integrou, havia representantes de países como México, Venezuela, Peru e Índia.
As etapas, até chegar ao topo do ranking, estiveram permeadas de muito esforço e concentração. “Iniciei ficando em sétimo e oitavo lugar nas primeiras fases. Como repetia várias vezes para encaminhar o vídeo, fui aprimorando e aos poucos fui subindo de colocações. Temos que treinar e ganha quem estiver mais preparado”, relata o atleta.
Segundo ele, nesse ano também foi disponibilizado espaço para pessoas carentes terem a chance de participar. A Copa das Confederações contou, ao todo, com a presença de 487 atletas.
O atleta comenta, ainda, que nesse ano seria a estreia do karatê na Olimpíada, mas houve o cancelamento.
Karatê como suporte para a qualidade de vida
À reportagem, o getuliense afirmou que a pandemia trouxe preocupações, principalmente em relação às questões financeiras. Ao mesmo tempo, salientou que foi o karatê um dos principais aliados para superar as angústias. “Quando treino, esqueço os problemas. É uma ferramenta espetacular. Dificilmente você vai ver um praticante de karatê com depressão, por exemplo. Acredito, particularmente, que supero meus próprios desafios a cada dia”, salienta.
Próximos compromissos
No dia 29 Juliano estará competindo em mais um torneio internacional. Já em setembro participará de um campeonato internacional realizado por uma Federação de karatê tradicional da Índia.
Principais conquistas do sensei Juliano César
- Campeão da Copa das Confederações da CNKB
- Vice-campeão 1° Open Nacional Confameb
- Vice-campeão do Campeonato Interestadual on-line da Shinkyokushin
- 3° lugar no Campeonato Internacional de karatê da Associação Funakoshi onde competiram mais de 500 atletas de diversos países
- 3° lugar I Campeonato nacional de kata CBKTE
- 4° lugar no 1° Campeonato Brasileiro aberto de karate kata virtual
- 3° lugar no Campeonato virtual nacional de kata da CNKB. (Juliano também participou como árbitro da competição)