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Saúde

Bandeira Laranja: população tem que fazer sua parte

Por três semanas, região Alto Uruguai conseguiu reverter a bandeira. Até quando? Os órgãos públicos e entidades estão fazendo sua parte, e cabe ao cidadão agir de forma consciente, caso contrário, a bandeira vermelha virá em breve

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Erechim chegou a mil casos de acordo com o Estado
Evolução dos casos na região (positivos, recuperados e ativos)
Jackson Arpini, membro do comitê regional: “Temos que ter presente, que a coloração da bandeira está
Por Da Redação
Foto Rodrigo Finardi

O Comitê Regional de Atenção ao Coronavírus da AMAU - Associação de Municípios do Alto Uruguai, vem realizando um levantando regional, para traçar as estratégias e ações de enfrentamento a Covid-19. 

34 municípios monitorados

O comitê vem monitorando 34 municípios (32 da AMAU, mais Nonoai e Rio dos Índios, da Região 16 – Alto Uruguai Gaúcho), mediante informações oriundas das secretarias municipais de saúde. Estão sendo alvo de análise, na periodicidade de três vezes por semana (segunda, quarta e sexta-feira), os seguintes indicadores: casos positivos, recuperados, ativos, taxa de recuperação, óbitos, letalidade, disseminação per capita, municípios com casos e sem casos, surtos estabilizados, municípios sem internação e óbitos, entre outros.

Novos dados

A partir do próximo boletim (que será divulgado hoje, às 17 horas) o comitê começa a sistematizar, também, dados de ocupação dos hospitais da Região 16, que possuem leitos clínicos habilitados para internação da Covid-19.

Municípios:

Segundo o último levantamento (13/07) o mapa aponta que do total dos 34 municípios, 33 já apresentam casos positivos para o novo coronavírus. Também aponta que nove municípios não apresentam mais casos positivos há 14 dias, o que dá um percentual de 29,41%. “Os municípios estão fazendo a sua parte, considerando que vários conseguiram estabilizar a situação”, pontua Jackson Arpini, membro do Comitê Regional.

Linha ascendente

Segundo os últimos levantamentos os casos na região estão numa linha ascendente, partindo de 82 para 1.374 (13/07). A região possui 1.374 casos que testaram positivo para o novo coronavírus e, destes, 1.252 recuperados, estando com 106 casos ativos. Com relação aos óbitos a região contabiliza, infelizmente, 16 óbitos, em 10 cidades.

Taxa de recuperação

A taxa de recuperação está na ordem 91,12%, a maior aferição desde março de 2020. Com relação a letalidade o indicador aponta 1,164. Quando comparado os indicadores com o Estado, se verifica patamares aceitáveis “Para o universo de 34 cidades e 240 mil habitantes, nosso indicador de casos ativos, na ordem de 106, é aceitável e demonstra que nossas ações regionais e integradas estão surtindo efeitos”, argumenta Arpini.

Taxa de ocupação

O comitê regional vem sistematizando a taxa de ocupação das alas Covid dos hospitais que possuem Unidade de Terapia Intensiva: Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim e Hospital de Caridade, ambos em Erechim. Até a presente data, a taxa de ocupação não ultrapassou o indicador de 50% e está previsto uma ampliação da capacidade de UTI do hospital público, em 50%, com mais cinco (05) leitos. Segundo dados de 13 de julho, a ocupação de UTI é de 47,83% e de leitos clínicos 29,27%.

Próximas análises

Para ampliar a base de dados, para fundamentar e estar melhor preparado na mensuração dos dados, o comitê passará a monitorar, também, os leitos dos hospitais regionais habilitados para internação em Covid: Aratiba, Severiano de Almeida, Viadutos, Gaurama, Campinas do Sul, Nonoai, Estação, Erval Grande, Marcelino Ramos e Getúlio Vargas.

Capacidade física instalada

Segundo Arpini a leitura terá por finalidade avaliar a capacidade física instalada, considerando que já temos um razoável período para comparativos, considerando que o primeiro caso positivo para o Covid-19 foi confirmado em 19 de março de 2020, pela 11ª CRS.

Capacidade de atendimento hospitalar

Com os novos indicadores será permitido avalições e reflexões sobre a taxa de ocupação na região da AMAU e R 16 – Alto Uruguai Gaúcho e vem ao encontro de um dos itens avaliados pelo Modelo de Distanciamento Controlado, que diz respeito a capacidade de atendimento hospitalar.     

Cruzada Regional

O comitê regional está realizando uma “Cruzada Regional de Sensibilização e Conscientização” da população, com várias vinhetas que estão sendo veiculadas nas rádios da região, sobre as medidas de prevenção preconizadas para o momento, com o propósito de massificar a importância da prevenção nesse cenário pandêmico.  

Distanciamento Controlado

Conforme o grau de risco em saúde, cada região (20 regiões) recebe uma bandeira na cor amarela, laranja, vermelha ou preta, de acordo com o Modelo de Distanciamento Controlado do Governo Estado.  O monitoramento é semanal e a divulgação da bandeira ocorre na sexta feira, com espaço para apresentação de pedido de reconsideração até domingo e divulgação do resultado na segunda feira.

 

Ações precisam ter sintonia e apoio das pessoas

Nas últimas três semanas a região teve seus pedidos de reconsideração, acolhidos pelo Gabinete da Crise do governo do Estado: “Temos que ter presente, que a coloração da bandeira está atrelada a atuação, reação e adesão da comunidade as medidas de prevenção. Só assim, atuando em sintonia e em equipe, teremos chance de permanecer na coloração laranja, que significa médio risco”, finaliza Arpini.

 

Médio risco, flexibilização de serviços

A manutenção da bandeira laranja, que significa médio risco, permite um olhar prioritário para a saúde, mas, também, para os setores produtivos, tendo em vista que essa cor permite flexibilização de alguns serviços.

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