No sábado (13), o governo do Estado divulgou alterações com base nos cálculos do modelo de distanciamento controlado. Isso mudou, por consequência, a cor das bandeiras de algumas regiões. Caxias do Sul, Santo Ângelo, Santa Maria e Uruguaiana passaram de bandeira laranja para vermelha, nesta que é a sexta rodada do sistema.
Preocupado, o coordenador regional de Saúde, Fábio Fantin, alerta que isso significa o aumento do contágio e a diminuição da possível oferta de atendimento. “Para preservar as condições de assistência a todos que necessitarem do sistema de saúde, o atual modelo de Distanciamento Controlado prevê a implantação da bandeira vermelha, que é ainda um passo antes da bandeira preta, a mais grave. É algo que justamente existe para melhor conciliar a preservação da vida e da saúde (sempre com prioridade) com a manutenção das atividades econômicas. Contudo, onde os dados indicarem mais riscos, mais restrições serão impostas”, salienta.
Na Região16, que compreende 33 municípios de abrangência da 11ª Coordenadoria Regional de Saúde, a bandeira continua sendo a laranja, a qual sinaliza para risco médio de contágio pelo novo coronavírus. A validade é 21 de junho. “Reforço meu apelo a todos os moradores - uma população de aproximadamente 230 mil habitantes - para que colaborem sempre, priorizem a utilização de máscara, álcool gel e atendam às diretrizes dos protocolos. Precisamos reduzir essa velocidade de contágio para evitar que, lá na frente, haja um colapso do sistema hospitalar”, ressalta.
Caso mude a bandeira, veja o que será alterado:
Vale o alerta a toda comunidade regional para que intensifique as medidas protetivas, auxilie no combate ao coronavírus e, desse modo, seja possível evitar a mudança de bandeira.
Entre os protocolos estabelecidos para a bandeira vermelha está a proibição de algumas atividades e a restrição de público para as que podem ser mantidas.
* No caso dos estabelecimentos que integram o comércio varejista de rua, só podem abrir no caso da comercialização de itens essenciais, com 50% dos trabalhadores.
* Os não essenciais ficam fechados.
* Nos shoppings só é permitido o acesso a serviços essenciais, como farmácia, lavanderia e supermercados, com 25% dos colaboradores.
* Os restaurantes não podem receber clientes e só podem atender pelo sistema de telentrega, drive-thru ou pague e leve.
Ficam impedidos de funcionar:
* Academias; missas e serviços religiosos; clubes sociais e esportivos; salões de beleza e barbearia.
* Após ingressar na bandeira vermelha ou preta, a região só pode regressar para outra – como menos gravidade, duas semanas consecutivas, com apresentação de melhora.
Distanciamento controlado
Como funciona?
O Modelo de Distanciamento Controlado do Rio Grande do Sul foi construído com base em critérios de saúde e de atividade econômica, sempre priorizando a vida. Criou-se um sistema de bandeiras, com protocolos obrigatórios e critérios específicos a serem seguidos pelos diferentes setores econômicos.
Critérios:
O Rio Grande do Sul foi dividido em 20 regiões, que são analisadas considerando a velocidade de propagação da Covid-19 e a capacidade de atendimento do sistema de saúde. No total, 11 indicadores (como número de novos casos, óbitos e leitos de UTI disponíveis, dentre outros) determinam a classificação das bandeiras da região.