Com a sensação mais expressiva de frio, o que geralmente também aumenta no período de baixas temperaturas é a vontade de ingerir alimentos mais calóricos, gordurosos, doces, pois o corpo precisa de mais energia para se manter aquecido. Contudo, a nutricionista, Diana Riquetti, explica que o aumento de gasto de energia é de 10%, quer dizer, pouco expressivo e que não remete à necessidade de muito mais alimento.
Por isso, ela orienta que é muito importante ter o cuidado de manter a alimentação o mais natural possível e bem variada.
De olho na imunidade
O principal aspecto é observar qual é a qualidade da alimentação e os itens que devemos priorizar para fortalecer, especialmente, o sistema imunológico. “É comum, ainda, diminuirmos nessa fase o consumo de frutas, verduras, legumes e isso faz com que o nosso sistema também seja prejudicado, pois falta energia e nutrientes para que ele funcione bem”, alerta, comentando a relevância da atenção redobrada quanto às temperaturas. “Nos dias mais frios é interessante priorizar produtos mais quentes, como chás, sopas e outros; e tirar as frutas e verduras da geladeira um tempinho antes para que fiquem em uma temperatura ambiente e mais agradável de consumir”, orienta.
Essenciais na nutrição
Em relação à pandemia, Diana comenta que ainda não há nenhum nutriente estudado e comprovado cientificamente que funcione na prevenção da covid-19. Contudo, ela afirma que há alguns alimentos que são essenciais na nutrição e que contém vitamina A, C, D, E, ácido fólico, zinco, magnésio e selênio. Entre eles estão: ovos, castanha, nozes, moranga folhas verde escura (radite, agrião, couve, brócolis), peixes, leguminosas (ervilha, lentilha, grão de bico), frutas cítricas, sementes de abóbora, chia e linhaça.
“Eles são imprescindíveis, inclusive, para prevenir outros problemas, tais como resfriado, dor de garganta”, acrescenta, citando, ainda, que a exposição solar, de pelo menos 15 minutos ao dia, também é muito importante pois a vitamina D diminui muito no inverno.
Dicas para perder quilos e ter uma vida mais saudável
No sentido de buscar uma alimentação mais adequada e controlar o peso, a nutricionista relata que é muito importante exercitar alguns cuidados como: tirar a gordura da carne, a pele do frango, não adicionar creme de leite, leite condensado, enfim, gorduras em excesso nas preparações. “Opte por pratos com alimentos mais naturais como: arroz, feijão, mandioca, carnes, batatas, e varie os alimentos também. Tente incluir sempre frutas, verduras e legumes que sempre ajudam a reduzir calorias”, salienta.
Por fim, Diana destaca que nesse período de isolamento domiciliar, muitas pessoas registram aumento de ansiedade, medo de ficar doente, e, diante disso, é importante definir horários para fazer as refeições e prestar a atenção no que está ingerindo. “Outros comportamentos que devem ser observados são: não ficar somente na frente do celular, do computador, da televisão, ter em casa alimentos mais saudáveis e adquirir menos doces, por exemplo. Do mesmo modo, mastigue bem os alimentos, sinta o cheiro, o gosto e procure fazer atividades agradáveis ao longo do dia, como ouvir uma música, assistir um filme, enfim, se distraia e faça algo para relaxar”, completa.
Obesidade e pandemia
Informações da Organização Mundial da Saúde (OMS) sinalizam que pacientes com condições crônicas pré-existentes, como diabetes e hipertensão, apresentaram versões mais graves de covid-19.
Sabendo que a obesidade anda de mãos dadas com essas doenças crônicas, a preocupação para que ocorra o controle adequado da pressão arterial e dos níveis glicêmicos tende ser ainda maior, além dos cuidados individuais e coletivos como medidas de proteção, para assim, evitar a covid-19 e suas complicações.
Sendo assim, o cuidado com a alimentação adequada e saudável se faz ainda mais necessário, principalmente no contexto das pessoas que convivem com as doenças crônicas. Evitar alimentos ultraprocessados ajuda tanto a prevenir a hipertensão, diabetes e obesidade, quanto a atenuar os casos já existentes.