Em um período diferente e que preocupa a maioria da pessoas, o município de Erechim registrou a participação expressiva da população durante a campanha de vacinação contra a gripe.
“Está sendo muito positiva, além das expectativas”, afirma o secretário de Saúde, Dércio Nonemacher, citando que no caso dos idosos, por exemplo, o aumento da procura pela imunização foi de 130% comparado ao ano passado. “É um público que merece atenção especial, principalmente com as baixas temperaturas e a possível incidência de gripes e resfriados”, salienta.
O secretário faz um alerta a toda população que ainda não recebeu a dose: procure a UBS mais próxima para ser atendido e previna-se da gripe.
No caso das crianças, os pais e responsáveis podem levar a carteirinha para fazer a atualização.
Mais sobre a vacinação
A terceira e última fase da Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe está dividida em duas etapas. A primeira ocorreu no período de 11 a 17 de maio, com foco nas pessoas com deficiência; crianças de seis meses a menores de seis anos; gestantes; e mães no pós-parto (até 45 dias). A segunda etapa iniciou no dia 18 deste mês e prossegue até 5 de junho e estão incluídos os professores das escolas públicas e privadas e os adultos de 55 a 59 anos de idade. A expectativa é vacinar 36,1 milhões de pessoas.
Até o momento o Ministério da Saúde já distribuiu em torno de 63,2 milhões de doses aos estados para garantir a imunização do público-alvo da campanha. No total, o Ministério da Saúde investiu R$ 1,1 bilhão na aquisição de 79 milhões de doses da vacina para as três fases.
Para a vacinação nesta última etapa, as mulheres no período até 45 dias após o parto devem apresentar documento que comprove o puerpério (certidão de nascimento, cartão da gestante, documento do hospital onde ocorreu o parto, entre outros) durante o período de vacinação.
A escolha dos grupos prioritários para a vacinação contra a gripe segue recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS). Essa definição também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias.