O álcool em gel passou a fazer parte do cotidiano da maioria das pessoas devido a pandemia da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Porém, o produto é recomendado apenas quando não é possível realizar a lavagem correta das mãos, e a utilização em excesso pode causar irritabilidade local.
De acordo com o clínico geral, Valmir Brito, além de ressecar as mãos e reduzir a proteção natural, o uso também pode causar rachaduras que podem se tornar uma porta de entrada para inflamações. “O que ocorre é que o uso exagerado pode provocar lesões na pele. O álcool tem um efeito colateral que é o ressecamento da pele. Se a pessoa utilizar várias vezes durante o dia, pode acabar provocando rachaduras e elas, podem se tornar um facilitador da entrada do próprio coronavírus e também de outras doenças”, destaca o médico. Mas além do álcool em gel, os hidratantes também podem ser utilizados. “Eles também irão auxiliar para que o ressecamento não seja tão intenso”.
No caso das crianças, Brito destaca que a higienização deve ser feita com sabonete neutro – de preferência de glicerina, evitando o uso do álcool em gel. “A pele das crianças são mais sensíveis do que as nossas. Sempre que possível, utilizar a lavagem das mãos. Quando não tiver outra opção, utilizar a mínima quantidade do produto”, salienta Valmir.
Outro ponto que traz preocupação aos pais é caso ocorra uma ingestão indevida, mas caso aconteça não é indicado provocar o vômito.
O recipiente do álcool em gel deve ficar fora do alcance das crianças. “A melhor conduta é procurar o serviço médico. As pequenas quantidades não são toxicas, provavelmente vai provocar alguma queimadura na região da boca ou até mesmo uma irritabilidade”.