Com a paralisação do calendário esportivo devido a pandemia do Covid-19, doença causada pelo novo coranavírus, os clubes que disputam o Brasileirão Série C, Série D e Feminino Séria A1 e A2 estão enfrentando a crise financeira devido à falta de receitas. Buscando minimizar esses impactos, os dirigentes e capitães dos 20 clubes que disputam a terceira divisão do Campeonato Brasileiro, assinaram um abaixo-assinado pedindo a atenção da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Na noite da última segunda-feira (6), a CBF anunciou que irá destinar R$ 19 milhões, a título de doação. Além dos 140 clubes serem beneficiados, a entidade máxima do futebol brasileiro também decidiu fazer a doação para cada uma das Federações Estaduais no valor de R$ 120 mil. Para os 20 clubes da Série C, o auxílio individual será de R$ 200 mil reais.
Para o presidente do Ypiranga, Adilson Luis Stankiewicz, mesmo com o auxílio, os clubes irão precisar buscar recursos próprios para se manter vivo. “Ficamos felizes com a ajuda. Sabemos que eles também estão no mesmo barco. No entanto, é o único local que buscamos auxílio. É pouco (o valor recebido por cada clube), temos que ser inteligentes na hora de aplicar”, destaca Adilson.
Ainda de acordo com o mandatário, “nos resolve por 30 dias. Estamos em busca de recursos da Federação. A CBF também busca pela opção de recursos bancários para os clubes poderem se manter. Um comitê de crise foi montado para achar uma equação que ajude a todos. Vamos precisar de ajustes”.
Situação atípica
Há 24 dias, a bola parou de rolar no Campeonato Gaúcho. Sem saber quais serão os rumos que a competição terá, o Ypiranga liberou os jogadores – mas os treinos continuam sendo realizados a distância e acompanhados pelo preparador físico, Ale Andreis. “Vinte e nove jogadores integram o nosso elenco. Destes apenas um tem o contrato que se encerra após o Gauchão”.
Na Série C, a dúvida é sobre quando a competição irá começar. “Estamos tentando manter o clube vivo, dependemos diretamente do calendário. Não sabemos se o estadual vai retornar e não sabemos quando a Série C vai iniciar. Essa situação traz um panorama de indefinição e preocupação da parte financeira”, salienta Stankiewicz.
Os critérios
Em nota divulgada, a CBF destacou que “cada clube vai receber um auxílio financeiro direto no valor equivalente a duas vezes a folha salarial média dos atletas de cada uma dessas divisões, segundo dados apurados no sistema de registro de contratos da CBF. A mesma medida será aplicada ao futebol feminino e destinada aos clubes que disputam as Séries A1 e A2 do Campeonato Brasileiro”.
Os recursos de R$ 19.120.000,00 serão destinados da seguinte forma:
– Para os 68 clubes da Série D, o auxílio individual será de R$ 120.000,00 (Cento e vinte mil reais), num total de R$ 8.160.000,00 (Oito milhões, cento e sessenta mil reais).
– Para os 20 clubes da Série C, o auxílio individual será de R$ 200.000,00 (Duzentos mil reais), num total de R$ 4.000.000,00 (Quatro milhões de reais).
– Para os 16 clubes da Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino, o auxílio individual será de R$ 120.000,00 (Cento e vinte mil reais), somando R$ 1.920.000,00 (Um milhão, novecentos e vinte mil reais).
– Para os 36 clubes da Série A2 do Campeonato Brasileiro Feminino, o auxílio por clube será de 50.000,00 (Cinquenta mil reais), com o desembolso total, pela CBF, de R$ 1.800.000,00 (Um milhão e oitocentos mil reais).