A pandemia mundial de coronavírus está gerando uma série de indefinições ante o que era claro e efetivo no dia a dia, mudanças na rotina de vida das pessoas e impacto na produção de bens e serviços, de um modo geral, na economia. Com o anúncio dos decretos de calamidade pública, houve uma corrida desenfreada, por parte da população, para comprar equipamentos de proteção individual (EPIs), como máscaras, luvas e álcool gel. Porém, isso resultou, inicialmente, em escassez de produtos nas farmácias, nos fornecedores, elevação dos preços e demora na reposição. Hoje, tendo essa realidade em vista, será que irão faltar EPIs para os profissionais da saúde na região?
Dificuldades
“Com relação aos equipamentos de proteção individual (EPIs), alvo de discussão nas reuniões do Comitê Regional de Atenção ao Coronavírus, verificamos que os estoques na região estão baixos, tendo em vista a grande dificuldade de encontrar os produtos no mercado, para suprir a demanda das unidades de saúde e hospitais”, afirma o coordenador do Comitê Regional de Atenção ao Coronavírus, Jackson Arpini.
Esforço
Segundo Arpini, uma das deliberações do comitê foi que os secretários e entidades de saúde realizem um “esforço colossal no sentido de minimizar a carência, buscando no mercado novos fornecedores”.
EPIs
O coordenador comenta que quando se fala em EPIs se faz referência, prioritariamente, a máscaras, luvas, toucas, óculos e aventais. “Esses, em especial, para serviços de referência em casos suspeitos e para os hospitais’, diz. E, acrescenta, “estamos cientes da grande dificuldade de encontrar os produtos no mercado, bem como, insumos como o álcool líquido e álcool gel 70%, recomendados para esses casos”.
Região
De acordo com Arpini, a situação regional, adotando os critérios baixo, regular e satisfatório, é que a maioria dos municípios e hospitais se enquadram nos dois primeiros critérios, isto é, baixo e regular, o que preocupa os gestores.
Pouco
Ele explica que algumas medidas foram adotadas pela Secretaria Estadual de Saúde, através da 11ª Coordenadoria Regional de Saúde, para suprir essa demanda, o que deve acontecer nos próximos dias. “Mas não num quantitativo expressivo, segundo informações preliminares”, afirma.
Arpini comenta que o Ministério da Saúde anunciou que vai adquirir mais de 20 milhões de unidades de máscaras cirúrgicas para repor os estoques, mas até o momento, os entes municipais não receberam os insumos. “Além do desabastecimento do mercado, fato preocupante, outro entrave diz respeito aos valores que sofreram indexação significativa”, afirma.
Testes rápidos
Conforme Arpini, com relação aos testes rápidos para detecção do covid-19, a situação é semelhante aos EPIs, ou seja, não se está encontrando produtos disponíveis no mercado. “Da mesma forma, o órgão ministerial anunciou que realizou uma expressiva compra, mas até o momento as secretarias não foram informadas de quando os testes estarão disponíveis para uso”, afirma.
Importante
“Entendemos que a testagem é importante no processo pandêmico, tanto para diagnóstico preciso, conduta terapêutica e isolamento social, a fim de evitar a transmissibilidade da doença”, observa.
Na reunião do comitê, na terça (31), foi debatido a viabilidade da Amau, por meio do Fundo de Reserva de Enfrentamento ao Coronavírus, constituído com recursos oriundos do Poder Judiciário, comprar testes rápidos, numa ação colegiada, e para suporte técnico da região antes da chegada dos kits do ministério. “Para tanto precisamos encontrar os testes no mercado e uma pesquisa ampla está sendo realizada junto a inúmeros fornecedores”, argumenta.
População
Importante lembrar que o Alto Uruguai é formado por 32 municípios e tem uma população de aproximadamente 240 mil pessoas, sendo que desses aproximadamente 53 mil são idosos, pessoas com mais de 60 anos, isto é, 22,5% da população regional e que precisam de atenção especial quando se fala em coronavírus (covid-19).