O novo coronavírus é de alta infectividade, sendo que a média é que cada pessoa com a doença a transmita para mais duas ou até cinco pessoas. Embora na maioria o vírus provoque uma síndrome gripal, a cardiologista Laura Petry Dourado explica que o problema é que em grupos de risco, como idosos de mais de 60 anos, cardiopatas e pacientes oncológicos desenvolvem uma pneumonia viral muito grave com alto índice de mortalidade.
Por isso, diz a médica, o isolamento de toda a população, neste momento, é fundamental para evitar uma contaminação em massa do grupo de risco. “Não há como absorver de uma vez só todas as pessoas que vão precisar ser hospitalizadas", pontua Laura, que completa: “o sistema de saúde não conseguirá absorver a todos, e muitos vão podem morrer. Com o isolamento, este pico de doentes não ocorrerá e os que surgirem poderão ser atendidos de forma rápida e eficaz. Quem puder, fique em casa”, finaliza.