A chuva retornou na manhã de ontem (18), em vários municípios da região. Contudo, os 30 milímetros registrados em Erechim (conforme pluviômetro do Escritório Regional da Emater), não foi suficiente para resolver os problemas da estiagem, principalmente no que se refere aos mananciais e córregos.
Nesta semana, inclusive, os prejuízos nas lavouras aumentaram. Os dados são da equipe técnica da Emater-Ascar. Atualmente já são 30% de perdas na cultura da soja. No último levantamento informado pelo órgão, o percentual era de 26%. "A produtividade média estimada, que era de 64 sacas/hectare, agora está em 45 sacas/ hectare. As lavouras, com 238 mil hectares de área cultivada com soja, estão com 30% em fase de enchimento de grãos, 50% em maturação e 20% colhidas", comenta o engenheiro agrônomo, Luiz Angelo Poletto.
Em relação ao milho, cuja área plantada é de 44 mil hectares, as perdas são de 18,5%. "A expectativa inicial de produtividade era de 154 sacas/ hectare e agora está em 126 sacas/ hectare", pontua.
Criações
A falta de chuvas afetou fortemente a qualidade das pastagens, que se encontram mais fibrosas e menos palatáveis aos animais, de acordo com levantamento da Emater/RS-Ascar. Percebe-se que o consumo voluntário de forragem vem diminuindo. As pastagens nativas tiveram crescimento praticamente nulo na semana passada. Em termos de variedades, para bovinos de leite, a tifton é a principal espécie utilizada. As variedades nativas são basicamente utilizadas para a bovinocultura de corte. As pastagens anuais, como sorgos e milheto, não se estabeleceram devido à baixa umidade do solo. Os produtores estão procurando compensar a baixa qualidade dos pastos suplementando com silagens e concentrados no cocho.
Bovinocultura de corte
Os rebanhos estão saudáveis, embora sem ganhos de peso significativos. O mercado está sendo o considerado fraco pelos produtores, com poucos negócios realizados na semana passada, ainda de acordo com informativo conjuntural da Emater/RS-Ascar. Com os preços estáveis, o novilho vem sendo negociado, em média, R$ 6,25/kg; boi gordo R$ 6,00/kg para animais europeus e vacas R$ 5,00/Kg.
Bovinocultura de leite
As altas temperaturas da semana reduziram o nível de bem-estar dos animais. Em sistemas pastoris, a ausência de água e sombra nos piquetes dificultam a dispersão do calor pelos animais, enquanto nos sistemas confinados, ventilações e borrifadores insuficientes tornam o ambiente interno dos galpões quentes e abafados. Rebanhos em boas condições sanitárias. A produtividade das facas está diminuída, com estimativas de 15% de redução na produção de leite. O preço do leite ficou em média, 1,35 R$/L.