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Saúde

Oftalmologia: demanda crescente por atendimentos na região

De um lado, a preocupação dos pacientes com o tempo de espera e de outro, a falta de profissionais para suprir as necessidades

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No Alto Uruguai, o Hospital Santa Terezinha de Erechim e a Associação Comunitária Hospitalar Aratiba
Por Izabel Seehaber
Foto Divulgação

O Sistema Único de Saúde disponibiliza à população, consultas e exames com especialistas. Contudo, algo que muitas vezes traz preocupação, principalmente para quem aguarda o atendimento, é o tempo de espera. Em alguns casos, ele pode ser menor, no entanto, em áreas como a Oftalmologia, por exemplo, a demanda é crescente e há outra problemática: a falta de profissionais no serviço público para contemplar a necessidade.

Essa é a realidade de muitos municípios da região. Em Erechim, nesse mês de fevereiro, os exames e consultas terceirizados e complementares foram distribuídos de forma que, no campo da Oftalmologia, foram destinados 110 atendimentos. No entanto, ainda há fila de espera.

A reportagem do Bom Dia contatou com a Secretaria Municipal de Saúde. O retorno, por meio de nota do Departamento de Comunicação, sinaliza que há uma demanda reprimida de exames e de consultas, porém a responsabilidade de tal cenário não é somente do município. “O Estado também deveria realizar estes atendimentos e não vem conseguindo cumprir seu dever, não suprindo as necessidades atuais. Por parte da Secretaria Municipal de Saúde, importante esclarecer que está licitando a compra dessas consultas, uma vez que são raros os profissionais dessas áreas na prestação do serviço público (incluindo, além da Oftalmologia, as áreas de Cardiologia, Urologia, Neurologia, Cirurgia Pediátrica, Ginecologia, Reumatologia, Videoendoscopia, Colonoscopia, Gastroenterologia e Cirurgião Vascular”, cita a nota, que acrescenta, ainda: “as Secretarias da Fazenda e da Saúde, viabilizaram recursos para aquisição de consultas que literalmente venham a zerar as filas existentes. Não somente nas atividades públicas, mas também na privada são poucos os profissionais que atendem as áreas citadas. O Município tem condições de comprar todas as consultas em (Otorrinolaringologia, Oftalmologia, Neurologia, Cardiologia e outras especialidades) para atender, no máximo, em 30 dias. Porém, ressalta-se que não existem no mercado especialistas para suprir todas as consultas como o desejado”, finaliza o documento.

 

Pedido de providências       

Durante a segunda sessão ordinária do ano, realizada na quarta-feira (26), a vereadora Sandra Picoli (PCdoB) levou ao plenário um pedido de providências diante dessa questão. A parlamentar solicitou ao Poder Executivo que realize, tal qual fez em 2018, um mutirão de consultas oftalmológicas, a fim de agilizar este tipo de serviço à comunidade. Após a leitura no plenário, o pedido foi encaminhado ao setor competente da Prefeitura.

“Esperamos que o Poder Executivo tome providências quanto a esta situação, com o objetivo de atender o mais rápido possível os pacientes em fila de espera, proporcionando maior qualidade de vida à população que depende da prestação deste serviço. O tempo de espera nas filas tem sido muito maior do que o tolerável”, aponta.

 

Hospitais de referência no atendimento

No Alto Uruguai, a Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim e a Associação Comunitária Hospitalar Aratiba (Acha) são entidades de referência no atendimento público regional em Oftalmologia.  

No Santa Terezinha, são registradas, em média, de 300 a 350 consultas por mês. Quanto às cirurgias, são em torno de 16/mês. No caso dos exames, são encaminhados para clínicas.

Em Aratiba são recebidos pacientes de 33 municípios da região. O motivo é que o governo estadual disponibiliza 330 vagas para que o atendimento seja ampliado. Desse quantitativo, metade é direcionada para as primeiras consultas e o restante é para os retornos (revisão, exames, entre outros atendimentos).

Conforme informações obtidas no hospital, cada município é responsável por organizar a ordem dos pacientes, conforme as prioridades e necessidades mais urgentes.

No caso de cirurgias de catarata, são realizadas cerca de 25 por mês. Em mutirões, como o realizado no ano passado, por exemplo, chegaram a ser efetuados 50 procedimentos/mês.

Ainda segundo dados do hospital, a maioria dos pacientes tem mais de 50 anos de idade. Diante disso, no caso de cirurgia, são solicitados vários exames anteriores para evitar complicações. “Isso demanda um tempo, porém, aumenta a segurança dos pacientes e o êxito do tratamento”, explica Vandra Fassi.

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