Os primeiros chutes que foram dados em uma quadra de futsal em Barão de Cotegipe, se transformaram em sonhos que estão começando a se tornar realidade no futebol de campo. Aos 17 anos, a cotegipense Carin Valesca de Quadros Nascimento, foi aprovada em uma seletiva na Chapecoense. “No começo foi difícil acreditar. A ficha não caia. Tentei me segurar para não chorar, pois é uma alegria imensa pensar em que foram anos se dedicando para que chegasse este momento. Agora sou uma atleta da Adell/Chapecoense”.
A apresentação da jogadora no time de Chapecó será no fim de fevereiro.
O sonho que começou ainda na infância
Incentivada pelo pai, Carin acompanhava-o em diversos jogos que eram realizados pela região. Aos poucos, o amor pela bola foi crescendo e aos poucos, a cotegipense passou a jogar em uma quadra próxima à sua casa.
Os treinos começaram em uma escolinha de futsal em Barão de Cotegipe, quando Carin tinha apenas oito anos. E desde o início, a jogadora sofreu preconceito, e precisou mostrar a sua capacidade. “Eles não acreditavam no meu potencial, e isso foi um dos motivos para que me esforçasse cada vez mais para mostrar que o futebol não seria só para meninos/homens”, destaca.
Aos 15 anos, Carin apostou no futebol de campo e passou a treinar em Erechim. “Sempre sonhei em ser uma jogadora de futebol, mas no momento em que comecei a jogar com os meninos não havia muitas oportunidades somente em campeonatos pela região, os quais também jogava com meninos”. Atualmente, a cotegipense é atleta da Escolinha do Odair e no começo do ano, participou da seletiva em Chapecó. “Foi uma semana indescritível, conheci pessoas incríveis e também de muito aprendizado. Ano passado, participei de uma outra seletiva da Chape, mas não deu certo. Continuei me dedicando nos treinos para que quando tivesse a próxima seletiva conseguisse a aprovação. E consegui”.
O futebol feminino
Após a Copa do Mundo que foi realizada na França no ano passado, o futebol feminino no Brasil vem tendo mais visibilidade. Mas a busca por equidade, visibilidade e também investimento continua. “O futebol feminino hoje está evoluindo, mas infelizmente ainda há muito preconceito e pouco investimento. Como há pouca divulgação na mídia isso acaba fazendo com que o futebol feminino tenha menos valorização”, finaliza Carin.