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Saúde

Mamografia: um exame que pode salvar vidas

Médico de Erechim, Aldo Paza Junior, reforça a eficiência dos resultados e afirma que é dever do público feminino, acima de 40 anos, procurar um atendimento e fazer a prevenção

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A mamografia tem a capacidade de detectar mais de 90% dos carcinomas de mama
Por Izabel Seehaber
Foto Izabel Seehaber

O Dia Nacional da Mamografia, comemorado nesta quarta-feira (5), foi adotado em 2013 para reforçar a conscientização sobre a importância do exame e detecção precoce do câncer de mama. A doença, cujo tumor maligno é o mais comum entre as mulheres, atinge principalmente a faixa etária de 40 a 60 anos. No Brasil, estima-se cerca de 60 mil novos casos novos por ano.

Ao considerar esse cenário, o médico especialista em Radiologia e Diagnóstico por Imagem, Aldo Paza Júnior, salienta que, como não existe uma prevenção propriamente dita do câncer de mama, um fator essencial é o diagnóstico precoce. “Quanto mais cedo, for detectado, maior é a chance de cura. Um caso que for diagnosticado no início, tem uma chance de cura de 99%. Já outro tipo que for identificado em estágio avançado, tem uma chance de cura de 70%. Muitas vezes quando é diagnosticado com metástases, não há cura”, explica.

O surgimento da mamografia

O especialista comenta que antigamente a detecção era feita pelo exame clínico, pela palpação. “Contudo, quando o nódulo já é palpável, é porque está em um tamanho razoável. Por isso, a questão é identificar antes de aparecer os sintomas, feridas ou ser percebido pela mão”, pontua, citando que, com base nisso, na década de 60 foi criada a mamografia – uma espécie de raio X da mama, que pode identificar nódulos. “Foi registrado sucesso e, por meio do exame, foi possível identificar um grande número de casos precocemente”, acrescenta.

Desse modo, Aldo atenta que há mais chances de cura e o tratamento é menos radical – com quimioterapias e radioterapias leves. “Por isso, reforçamos que é um dever da mulher, com mais de 40 anos, fazer o exame anualmente”.

Posteriormente, foram feitos vários estudos, sobretudo na América do Norte e no Japão, e se comprovou que as mulheres submetidas anualmente à mamografia, tinham chances de serem curadas quando ainda tinham um câncer de mama oculto.

Como funciona?

Na mamografia, a mama é colocada em um aparelho, prensada e exposta à radiação onde será reproduzida uma imagem. “Um exame simples, rápido (dura menos que cinco minutos) e um pouco desconfortável, porém, absolutamente suportável. O ganho que ele propicia às pacientes é muito expressivo. Ele realmente salva vidas”, ressalta o médico erechinense.

A mamografia tem a capacidade de detectar mais de 90% dos carcinomas de mama. Somente uma pequena parcela que não é identificada pela mamografia e é preciso fazer uma ultrassom ou ressonância.

Mitos

Conforme o especialista, é um grande mito o fato de que o exame pode causar algum tipo de doença. “Não é verdade que se a mulher se expõe à mamografia, há riscos de desenvolver câncer de mama. A tendência é que elas façam em torno de 40 mamografias ao longo da vida e, realizando uma vez por ano, é uma quantidade pequena de radiação. A relação de benefícios é muito significativa”, relata Aldo.

Quando fazer?

A Organização Mundial da Saúde e os Colégios Americano e Brasileiro de Radiologia preconizam que o público-alvo são as mulheres acima de 40 anos, sendo que existe a sugestão de um exame de base aos 30 e 35 anos, em mulheres com histórico familiar positivo. “Percebemos um aumento no índice de procura por esclarecimentos e pelo próprio exame. A própria rede pública de saúde é muito competente em ofertá-lo. É algo que está à disposição de toda população”, frisa.

De acordo com o especialista, Erechim e região dispõem de equipamentos nos hospitais e clínicas de excelente qualidade, com médicos especializados em avaliar os exames. Do mesmo modo, os aparelhos são monitorados pela Vigilância Sanitária, o que amplia a segurança à população.

Diagnóstico precoce

Para a educadora, Simone Azevedo Oliveira, a mamografia teve uma importância essencial. No ano de 2018, aos 44 anos, ao fazer o autoexame, ela sentiu algo diferente. Na sequência, procurou atendimento médico na Unidade Básica de Saúde, momento que já foi solicitada a mamografia e confirmado o nódulo de 1 centímetro. O médico então, chegou a alertar de que poderia ser maligno, porém, como tudo aconteceu na fase inicial, fez toda a diferença no tratamento e recuperação de Simone.

Ela relata que foi feita a cirurgia, porém foi retirado somente o quadrante onde havia o nódulo, não sendo necessária a mastectomia. “Outra questão é a idade, que, por ser nova, tenho bastante tempo para o tratamento. Quanto mais cedo a mulher conhecer o próprio corpo e procurar o tratamento, um médico de confiança, pode possibilitar muitas chances de cura, tais como a minha que foi de 95%”, destaca Simone, citando, ainda, a alta qualidade do atendimento recebido, tanto pela equipe do serviço de Saúde da Mulher da UPA, como também, na Fundação Hospitalar Santa Terezinha. “Tive um excelente retorno, os laboratórios também são muito eficientes. O tratamento pela rede pública é muito bom, eficaz e conta com uma equipe muito atenciosa”, acrescenta.

 

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