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Saúde

Atenção para o reforço contra a febre amarela e o sarampo

Órgãos de saúde alertam sobre a importância da imunização e atualização da carteirinha

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Estratégia é destinada às pessoas que não tomaram nenhuma dose da vacina ou que tenha recebido apena
Por Izabel Seehaber
Foto Divulgação

No dia 10 do próximo mês, será dado início à campanha nacional de vacinação contra o sarampo para o público das crianças a partir dos cinco anos até os jovens de 19 anos. A estratégia é destinada às pessoas nessa faixa etária que não tenham tomada nenhuma dose da vacina ou que tenham recebido apenas uma dose, consideradas com esquema incompleto. A estimativa da Secretaria Estadual de Saúde é de que 245 mil crianças e jovens dessa idade não estejam protegidos contra a doença. Desde agosto do ano passado, 82 casos de sarampo foram confirmados no Rio Grande do Sul. Um em cada quatro casos registrados no Estado foi em pessoas nessa faixa etária.

Em Erechim

No município de Erechim a etapa de vacinação deve ser tranquila. Conforme a coordenadora do Núcleo de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde, Fernanda Nonemacher, como foram realizadas duas etapas no ano passado e avaliadas todas as carteirinhas, a estimativa é que o movimento não seja muito expressivo. No entanto, ela reforça o alerta a toda população, para que verifique se as vacinas estão em dia e, em caso de dúvidas ou mais informações, procure uma unidade de saúde mais próxima.

Fernanda destaca, ainda, que já está disponível a dose de reforço contra a febre amarela. “Ela havia sido retirada em 2017, porém, após novas pesquisas, as autoridades competentes consideraram importante retomar a exigência da segunda dose”, explica, citando que os pais e responsáveis podem comparecer na UBS a qualquer momento, inclusive no dia da campanha contra o sarampo, para ficar em dia com a imunização.

Mais sobre a campanha contra o sarampo

A estratégia é a sequência das outras duas campanhas realizadas no ano passado, que tiveram como foco as crianças acima dos seis meses a menores de cinco anos (em outubro) e depois em adultos dos 20 aos 29 anos (em novembro). Essas eram, na época (e continuam), as idades com mais casos confirmados.

Vacinar contra o sarampo é importante para evitar complicações como cegueira e infecções generalizadas que podem levar a óbito. O calendário básico de vacinação oferece duas vacinas contra o sarampo. A primeira é aos 12 meses de idade, com a tríplice viral, que protege também contra a rubéola e a caxumba. A proteção precisa ser completada aos 15 meses com uma dose da tetra viral, que imuniza para as mesmas três doenças mais a varicela (ou catapora).

Além dessas duas doses, em virtude do surto da doença no Brasil, o Ministério da Saúde recomenda uma dose extra para as crianças entre os seis e 12 meses. Ela não substitui a primeira dose (aos 12 meses) e por isso é chamada de “dose zero”.

As boas taxas de coberturas vacinais do Brasil haviam propiciado que o país conseguisse em 2016 o certificado internacional de eliminação da doença. Contudo, a queda nos índices de vacinação voltou a deixar o Brasil suscetível a reintrodução do vírus, que em 2018 teve uma forte circulação concentrada no estado do Amazonas. Foram na época mais de 10 mil casos no país, sendo 47 no RS. Em 2019, a doença ocorreu em maior proporção em São Paulo, responsável por mais de 90% dos 17 mil casos do Brasil.

Etapa para pessoas dos 30 aos 59 anos

Para o segundo semestre do ano, uma nova etapa já está prevista pelo Ministério da Saúde: as pessoas dos 30 aos 59 anos. Nesta fase – programada para acontecer em agosto – será ampliada a idade preconizada, já que pelo SUS a vacina de rotina é oferecida para pessoas até 49 anos.

Mesmo que as campanhas busquem mobilizar essas idades específicas, as demais pessoas também podem procurar a dose normalmente. Considera-se vacinada a pessoa que comprovar duas doses da vacina entre até os 29 anos ou uma dose se a pessoa tem mais de 30 anos. Profissionais de saúde, independentemente da idade, precisam comprovar duas doses da vacina tríplice.

A doença

Sarampo é uma doença viral altamente transmissível. Uma pessoa doente pode passar para outra por meio da tosse, fala, espirro ou respiração próximo de outras pessoas. Qualquer indivíduo que apresentar febre e manchas no corpo (exantemas) acompanhado de tosse, coriza ou conjuntivite deve procurar os serviços de saúde para a investigação, principalmente aqueles que estiveram nos 30 dias anteriores em viagem a locais com circulação do vírus. Casos suspeitos devem ser informados imediatamente às Secretarias Municipais de Saúde ou para o Disque Vigilância, por intermédio do número 150.

 

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