Eles são as esperanças de gols dos torcedores, e antes mesmo da bola rolar os atacantes já carregam o peso de fazer a rede balançar nas competições oficiais que serão disputadas ao longo da temporada. Em 2020, o Ypiranga contará com seis atacantes, e na reportagem de hoje, o torcedor vai conhecer a história de Jean Silva e de Santiago Krieger.
A expectativa para 2020
Em 2018, Jean Silva compôs o elenco que disputou a Divisão de Acesso e também a Série C. O retorno ao time erechinense aconteceu no fim desta temporada. “O clube e a torcida sempre me trataram bem. Estou feliz por ter voltado. Estou mais experiente, torço para que a história se repita”.
Já o argentino Santiago Krieger, mais conhecido como Nano, vive a expectativa de disputar pela primeira vez a competição estadual. Indagado sobre o que conhece do Gauchão, Nano disse que “é uma competição muito exigente, me falaram que é parecida o futebol argentino. Muita briga”, destaca Nano. Mas essa não é a primeira passagem do Hermano em terras brasileiras. Nano defendeu o Remo do Pará em 2017. “Minha experiência foi muito legal. Mas as coisas futebolísticas não aconteceram como queria. Gostaria de ter jogado mais, mas por decisões técnicas acabei ficando de fora e pedi para retornar”.
Além do Campeonato Gaúcho, o atacante também espera que o Canarinho faça uma boa campanha no Brasileirão Série C. “A gente busca galgar coisas melhores como a Série B. Temos que ter ambição. Clube e atleta sem ambição não chega a lugar nenhum, mas tem que manter os pés no chão”, salienta Jean.
O início
Nascido em Ferros, Minas Gerais, Jean Silva iniciou a sua carreira no futebol de campo. Aos 19 anos ingressou no Cruzeiro. “Para o futebol é uma idade avançada, mas aconteceu da maneira que tinha que acontecer. Espero escrever uma bela história”. Jean teve o apoio e o auxílio de sua família. “Meus pais moravam perto e sempre estiveram juntos. Sempre que podiam estavam perto de mim. Meu irmão que também é jogador me ajudou. Minha família estava acostumada com a rotina de jogadores, e sempre viajavam para assistir”.
Destaque nas categorias de base do Boca Juniors, Nano impressionou a torcida e chamou a atenção pelos gols marcados. Foram 88 gols em 106 partidas, apesar do destaque o jogador fez a sua transição ao time profissional com 17/18 anos, mas não chegou a estrear profissionalmente. “Era um sonho né, jogar com Riquelme”, revela Santiago.
Ídolos
Jean Silva tem uma inspiração na família, o seu irmão Tatá que também é jogador de futebol e atualmente joga no Pelotas. “Meu irmão me inspirou a ser jogador. Além dele também gosto muito do Robinho, ele tem um etilo de jogo parecido com o meu”, salienta Jean.
E se...
E se Jean e Nano pudessem dar um conselho a si, qual seria?
“É Jean você deveria ter tido mais paciência (risos). As coisas não são do jeito que a gente pensa que é, o futebol nos surpreende todos os dias” – Jean Silva.
“Que nunca pense em abandonar os sonhos e não deixar de se esforçar, porque no futebol você pode conquistar grandes coisas” – Nano